Reserva de ouro do Brasil cresce 33% após quatro anos sem novas compras

Total do estoque do país chegou a 172 toneladas

Por Da Redação
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Reserva de ouro do Brasil cresce 33% após quatro anos sem novas compras

Foto: Ariel Palmon / Wikimedia Commons

Após quatro anos sem aumentar a reserva de ouro, o patrimônio do Brasil cresceu em 43 toneladas, após novas compras do Banco Central (BC) para manutenção das reservas internacionais do país. 

As compras teriam sido realizadas em três meses de 2025. Entre setembro e novembro, o estoque cresceu 33%, saindo de 129,6 toneladas para 172,4 toneladas. Conforme dados do World Gold Council, a quantia não apresentou novos crescimentos até março deste ano.

O fato chama atenção pois o BC não adquiria ouro há pelo menos quatro anos, desde 2021. Em setembro do ano passado, foram adquiridas cerca de 15 toneladas, fazendo o Brasil retornar ao mercado em um período de valorização do material e de maior procura por ouro entre outros bancos centrais. 

Nos dois meses seguintes o movimento seguiu. Somente em novembro, o BC acrescentou cerca de 11 toneladas ao patrimônio brasileiro, fechando três meses consecutivos de compras. 

O valor financeiro também cresceu. Dados reunidos pelo Poder360 revelam que a reserva de ouro brasileira saiu de US$ 11,7 bilhões em janeiro de 2025 para US$ 23,3 bilhões em novembro do mesmo ano. O crescimento representa quase 10%.

As reservas internacionais de ouro funcionam como uma espécie de segurança financeira para o país, podendo ajudar a enfrentar crises externas, interupções no fluxo de capital e momentos de instabilidade no câmbio.

O patrimônio é administrado pelo Banco Central, priorizando segurança, liquidez e rentabilidade. A carteira brasileira possui também títulos e depósitos em dólar, euro, libra, iene e outras moedas. 

Em relatório de gestão publicado em março de 2026, o BC afirmou que ampliou a diversificação de reservas em 2025, devido ao crescimento de incertezas econômicas e geopolíticas.

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