Réu por episódio em montanha, Marçal leva grupo de coahs para competição de ironman e precisa ser retirado da água
Participantes enfrentaram dificuldades na natação do Ironman 70.3.

Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Mais de 30 integrantes de um grupo de coaches ligados a Pablo Marçal participaram do Ironman 70.3, em Encarnación, no Paraguai, no domingo (11), apesar de parte deles não ter preparo suficiente para a etapa de natação. Segundo a organização, vários demonstraram medo de nadar em águas abertas, e o próprio Marçal precisou ser retirado da água por um jet ski.
A prova previa 1,9 quilômetro de natação, 90 quilômetros de ciclismo e 21,1 quilômetros de corrida. Por causa das chuvas e da correnteza do Rio Paraná, o percurso de natação foi reduzido para 1,5 quilômetro. Entre os 386 inscritos, 64 ultrapassaram o limite de 1h10 para concluir a natação e foram desclassificados. Desse total, 35 eram brasileiros, e pelo menos 18 integravam o grupo ligado a Marçal.
Publicações nas redes sociais mostram participantes relatando que começaram a se preparar poucos dias antes da competição. Wagner Gorgulho afirmou ter decidido participar 11 dias antes, enquanto Davidson Silva disse que aprendeu a nadar em um dia e treinou por 20 dias.
Paulo Henriques, que se apresenta como sócio de Marçal, também foi eliminado na etapa de natação. Ele afirmou que o grupo tinha cerca de 60 pessoas e reconheceu que 15 dias não eram suficientes para a preparação. Segundo ele, uma prova desse tipo exige pelo menos seis meses de treinamento.
A organização também denunciou quatro competidores por atitude antidesportiva. Eles teriam se recusado a entregar o chip e deixar a disputa após a desclassificação. Entre eles, três eram brasileiros, e ao menos dois integravam o grupo ligado a Marçal. Os envolvidos podem receber suspensões de dois a quatro anos.
Marçal é réu por episódio em montanha
Desde 2022, Pablo Marçal está proibido de promover atividades externas em locais como montanhas, rios, lagos e mares sem autorização prévia da Polícia Militar, incluindo o Corpo de Bombeiros, da prefeitura e da Defesa Civil.
A restrição ocorreu após uma expedição ao Pico dos Marins, em Piquete, no interior de São Paulo, que mobilizou equipes de resgate para retirar 32 pessoas. Marçal responde a processo com base no artigo 132 do Código Penal, que trata de expor a vida ou a saúde de outra pessoa a perigo direto e iminente.
Em nota ao Metrópoles, a equipe de Marçal negou que ele tenha organizado ou liderado a participação dos coaches no evento. Segundo a assessoria, os brasileiros foram por iniciativa própria, treinaram individualmente e decidiram participar conforme suas condições físicas. A equipe também afirmou não ter conhecimento de desordens ou violações das regras da competição.


