Rita Guedes tem queda da pálpebra após blefaroplastia; entenda a complicação!

Atriz relatou alteração visual, internação e necessidade de fisioterapia ocular durante a recuperação; cirurgião plástico explica o que pode afetar o músculo responsável por levantar a pálpebra

Por Michel Telles
Às

Rita Guedes tem queda da pálpebra após blefaroplastia; entenda a complicação!

Foto: Redes Sociais

A atriz Rita Guedes revelou que passou por um período delicado após realizar uma blefaroplastia, cirurgia feita para retirar o excesso de pele e gordura das pálpebras. Segundo relato à coluna Play, do jornal O Globo, a atriz apresentou uma queda importante da pálpebra direita e chegou a quase perder a visão do olho. O quadro exigiu internação, fisioterapia ocular e estimulação do nervo durante o processo de recuperação. Rita contou ainda que desenvolveu ceratite e inflamação na conjuntiva e passou a usar óculos escuros durante as apresentações no Dança dos Famosos.

A alteração, segundo a própria atriz, atingiu o chamado músculo levantador da pálpebra, responsável por elevar a pálpebra e manter o olho aberto. O Dr. Carlos Tagliari, cirurgião plástico, explica que existem diferentes possibilidades para esse tipo de complicação e que a avaliação médica é fundamental para identificar a origem do problema. “A blefaroplastia é uma cirurgia bastante segura, mas estamos trabalhando em uma região muito delicada, com músculos, nervos e estruturas oculares muito próximos. Uma queda da pálpebra no pós-operatório pode estar relacionada a um edema mais intenso, hematoma, processo inflamatório ou a uma alteração temporária na função do músculo levantador”, explica.

O especialista destaca que uma alteração na movimentação da pálpebra não significa necessariamente que houve uma lesão permanente. “Dependendo da causa, o músculo ou o nervo podem apresentar uma espécie de bloqueio ou alteração funcional temporária. Conforme o edema e a inflamação diminuem, essa função pode ser recuperada gradualmente. Por isso, em determinadas situações, a conduta inicial é acompanhar a evolução e utilizar tratamentos de suporte, sempre avaliando individualmente o paciente”, afirma Tagliari.

A proximidade da cirurgia com o globo ocular também explica por que algumas intercorrências exigem atenção imediata. “Quando a pálpebra não funciona adequadamente, o olho pode ficar mais exposto e isso pode favorecer ressecamento e lesões na superfície ocular. Se existe qualquer alteração visual, dor importante, dificuldade de movimentação do olho ou dificuldade para fechar completamente as pálpebras, é necessário procurar avaliação médica rapidamente. O acompanhamento do cirurgião plástico e, quando indicado, do oftalmologista é fundamental”, orienta.

No caso de Rita, a atriz afirmou que o nervo não foi lesionado de forma permanente, mas ficou comprometido temporariamente, e que segue em tratamento. Para Tagliari, a recuperação depende diretamente da causa e da extensão da alteração. “Cada caso tem um tempo de recuperação. Quando não existe uma lesão definitiva das estruturas, podemos ter uma melhora progressiva à medida que os tecidos se recuperam. O mais importante é não banalizar sintomas oculares no pós-operatório e manter um acompanhamento próximo até que a função seja restabelecida”, finaliza o cirurgião.

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