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Rogério Ceni admite momento delicado do Bahia após eliminação na Copa do Brasil

Técnico defende estratégia usada contra o Remo, comenta críticas ao trabalho, pressão sobre o elenco e projeta reação do Tricolor no restante da temporada.

Por Samara Figueiredo
Às

Atualizado
Rogério Ceni admite momento delicado do Bahia após eliminação na Copa do Brasil

Foto: Letícia Martins / EC Bahia

O Bahia vive o momento mais delicado da temporada. Eliminado da Libertadores e agora também fora da Copa do Brasil, o Tricolor chegou a seis jogos sem vencer e aumentou ainda mais a pressão sobre o trabalho de Rogério Ceni após a queda diante do Remo, na quinta fase da competição nacional.

Na entrevista coletiva após a partida, o treinador admitiu a má fase, mas defendeu a estratégia montada para o confronto decisivo em Belém. Um dos assuntos mais debatidos foi o posicionamento de Luciano Juba, que atuou mais recuado e chegou até a jogar como zagueiro durante alguns momentos do jogo.

Segundo Ceni, a escolha aconteceu pensando nas características do adversário e principalmente na tentativa de controlar as transições ofensivas do Remo. "A opção pelo Juba para a construção foi para tentar competir com o David Duarte contra Alef Manga e para ter o Marcos Victor hoje contra o Jajá, que é um jogador muito rápido. Nós sofremos muito nas transições no jogo passado, no jogo que eles venceram a gente em Salvador. Então, o Marcos Victor fez um ótimo jogo nesse sentido. Ou jogávamos com três zagueiros de origem, ou tentávamos ter mais qualidade na saída de bola para quebrar essa marcação do Remo e atingir os espaços. Na minha opinião, foi a melhor solução que nós encontramos."

Mesmo com o resultado negativo e a eliminação, o treinador avaliou que o Bahia produziu o suficiente para conseguir a classificação e lamentou a falta de eficiência nas finalizações. "O modelo de jogo que nós usamos hoje nos deu totais condições de vencer. Tivemos um gol, tivemos três gols anulados, bolas na trave, oportunidades claras com Everaldo, Erick, Ademir… Acho que criamos o suficiente para sair classificados. Não foi um jogo brilhante, mas foi um jogo em que os jogadores competiram muito. O problema é que hoje a gente precisa fazer muita força para marcar gols e o adversário consegue fazer gols com muito pouco."

O técnico também reclamou da arbitragem em alguns lances decisivos da partida. "Quando conseguimos fazer os gols, por um motivo ou outro eles foram anulados. Teve interpretação de puxão, impedimento por detalhe, mão que não foi mão… O árbitro foi muito mal no jogo. Acho que nós tivemos todas as oportunidades de sair daqui classificados."

A sequência negativa aumentou a cobrança externa sobre o trabalho da comissão técnica. Nas redes sociais, torcedores passaram a questionar se o trabalho de Rogério Ceni teria chegado ao limite dentro do Bahia. Sobre isso, o treinador voltou a defender o desempenho apresentado pela equipe, mesmo diante dos resultados ruins. "Eu acho que nós mostramos hoje que podemos fazer coisas diferentes. As pessoas falam muito em teto, mas eu preciso analisar o contexto do jogo, o que foi criado, as oportunidades. Hoje nós tivemos volume, criamos chances e executamos bem a proposta de jogo. Claro que cinco ou seis jogos sem vencer tornam o momento delicado, sem dúvida nenhuma, é o momento mais delicado da temporada. Mas eu não acho que faltou entrega ou competitividade."

Outro ponto abordado na coletiva foi a declaração do meia Rodrigo Nestor, que revelou o impacto emocional vivido pelo elenco durante a sequência negativa. "A gente vem de semanas difíceis pra caramba, sem poder sair de casa, de andar nas ruas com medo", disse o jogador após a eliminação.

Rogério Ceni afirmou compreender o sentimento relatado pelo atleta e disse que esse tipo de pressão faz parte da rotina do futebol brasileiro. "Quando você não está ganhando, é lógico que existe pressão. O jogador perde a liberdade de fazer coisas simples do dia a dia porque é muito cobrado. Faz parte da nossa profissão. Agora, eu prefiro ver um jogador sentindo uma eliminação, chorando, lamentando, do que alguém dando risada e sem se importar. O grupo estava muito mobilizado para conseguir essa classificação."

Agora, eliminado das competições mata-mata, o Bahia terá apenas o Campeonato Brasileiro pela frente no restante da temporada. Para Rogério Ceni, o foco passa a ser recolocar o clube na disputa pelas primeiras posições da Série A e aproveitar a pausa no calendário para fazer ajustes no elenco. "Nós temos que tentar brigar no ponto mais alto que a gente puder do Brasileiro. Vai ter a parada da Copa, vamos fazer uma análise do que foi essa primeira parte da temporada e do que pode ser melhorado. Talvez trazer uma peça para o elenco. O objetivo é tentar terminar o ano brigando novamente por uma vaga na Libertadores. Infelizmente, essa eliminação gera também um prejuízo esportivo e financeiro muito grande para o clube."

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