Roubos e furtos de carros eletrificados disparam, diz estudo

Veículos da linha BYD são visados mas recorre corresponde ao estado de SP

Por Marcos Camargo Jr.
Às

Roubos e furtos de carros eletrificados disparam, diz estudo

Os carros elétricos e híbridos que são um fenômeno de venda já aparecem com maior frequência nas estatísticas de furtos e roubos em São Paulo. O recorte não traz dados regionais do nosso estado mas mostra uma tendência de aumento dos crimes em todas as regiões do país.

Um levantamento da Ituran Brasil, elaborado com dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), contabilizou 186 ocorrências envolvendo veículos eletrificados entre janeiro e julho de 2026. No mesmo período de 2025, foram 62 registros, o que representa crescimento de 200%. 

Se por um lado as vendas de elétricos já superam a média de 20.000 unidades por mês e híbridos - sem considerar híbridos leves - já supera as 15.000 unidades por mês, esse número já se reflete na demanda por peças e chama a atenção dos ladrões. 

O avanço vem acompanhado de uma mudança no perfil dos crimes. Dos 186 casos registrados neste ano, 155 foram furtos e 31 foram roubos. Assim, as ocorrências sem abordagem direta à vítima responderam por 83,33% do total. Um ano antes, os roubos, caracterizados pelo uso de violência ou ameaça, representavam a maioria, com participação de 59,68%. E há um motivo: o roubo de um veículo com mais tecnologia exige equipamentos e mão de obra especializada também no mundo do crime. 

A diferença é relevante para entender o levantamento. Embora a soma das ocorrências tenha triplicado, os roubos recuaram de 37 para 31 casos. Os furtos, por sua vez, passaram de 25 para 155 registros, considerando os totais e as proporções divulgadas pela empresa. 

Quais são os mais roubados? 

Os mais procurados por ladrões são os mais vendidos. O BYD Dolphin aparece na primeira posição do ranking, com 32 registros de furtos e roubos, equivalentes a 17,2% do total. Na sequência está o Toyota Corolla Cross híbrido, com 30 ocorrências e participação de 16,13%. Juntos, os dois modelos responderam por um terço dos casos contabilizados no período. 

A relação segue com o BYD Song, com 18 ocorrências, o Renault Kwid E-Tech, com 17, e o Fiat Pulse híbrido, com 15. O ranking reúne modelos totalmente elétricos e híbridos (mesmo híbridos leves como o Fiat), e os números de cada veículo somam as duas modalidades de crime. 

A capital paulista concentrou a maior parte dos registros. Foram 137 ocorrências na cidade de São Paulo, aproximadamente 74% do total estadual. Entre os bairros, a Vila Mariana teve 15 casos, seguida pelo Carrão, com oito. Ipiranga, Vila Matilde e Vila Prudente registraram cinco ocorrências cada. 

O levantamento também mostra maior concentração entre veículos com dois a cinco anos de fabricação, responsáveis por 89 registros, ou 47,85% do total. Os automóveis com até dois anos somaram 62 casos, equivalentes a 33,33%. Na distribuição por dia da semana, a quinta-feira liderou, com 47 ocorrências. 

O aumento dos casos também deve impacto no custo do seguro portanto ao negociar um carro eletrificado além dos impostos é preciso saber o valor do prêmio do seguro que deve encarecer com o tempo.

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