Rui Costa e outros dois políticos nordestinos passam a integrar coordenação de campanha de Lula
A decisão ocorre em meio a revisão de estratégias e críticas do próprio presidente a organização da campanha eleitoral.

Foto: Ricardo Stuckert / PR.
Três políticos nordestinos passarão a participar da coordenação de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como objetivo de aumentar os votos do presidenciável na região Nordeste para o segundo turno das eleições.
Assim, o senador, ex-ministro da Educação e ex-governador do Ceará, Camilo Santana (PT-CE), vai passar a atuar como coordenador político; o senador eleito, ex-ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT-BA), assume a coordenação de agenda; e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT-PI), passa a ficar frente da coordenação de comunicação.
As mudanças ocorrem em meio a revisão de estratégias e a crítica feita pelo presidente, que se referiu a campanha como a mais desorganizada que participou desde 1989, em transmissão nas redes sociais realizadas na quarta-feira (7).
Troca de acusações
Integrantes da campanha também têm sido alvos de críticas. Edinho Silva, coordenador-geral de campanha, é apontado por centralizar as decisões e focar na trajetória política do candidato, mesmo diante da má avaliação do governo; já o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, por se voltar a assuntos que não estão relacionadas diretamente ao dia-a-dia do eleitor.
Em relação a primeira-dama Janja da Silva, a ex-senadora Kátia Abreu chegou a julgar o seu protagonismo ao defender maior participação do vice-presidente, Gerald Alckmin.
O próprio presidente não está imune as acusações. Quanto a ele, aliados apontam a dificuldade de aceitar sugestões.
Outras mudanças
Além da participação dos políticos nordestinos na campanha , outra mudanças já tem sido realizadas. Um delas está relacionada a comunicação digital, que passou a ter vídeos do presidente no formato de selfies para as redes sociais e áudios para grupos.
Um QG de campanha com influenciadores e parlamentares atuantes nas redes sociais também foi montando em Brasília.
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