Rússia bloqueia Whatsapp por 'resistência em cumprir a lei' do país
Governo russo promove migração da população para aplicativo 'Max', de autoria do país

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Kremlin anunciou nesta quinta-feira (12) que bloqueou o Whatsapp na Rússia devido à resistência da Meta Platforms, empresa responsável pela rede social, em cumprir a lei russa. A informação foi confirmada pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Perskov, em entrevista coletiva.
Segundo o jornal norte-americano Financial Times, além do Whatsapp, o Facebook e Instagram também são alvos da ação do Kremlin, embora Peskov não tenha menciona os aplicativos.
O Whatsapp, por sua vez, afirmou que continua tentando manter os serviços ativos na Rússia e acusou o governo de Vladimir Putin de retrocesso ao "tentar isolar mais de 100 milhões de usuários de uma comunicação privada e segura".
O bloqueio dos aplicativos ocorre em um cenário no qual o governo russo tenta forçar a população a utilizar o Max, rede criada pelo próprio Estado. O aplicativo tem a capacidade de combinar mensagens e serviços governamentais, mas sem criptografia.
Na decisão de bloqueio das aplicações da Meta, a Rússia classificou as redes como "extremistas". O acesso ao YouTube também foi limitado, mas, de acordo com o Financial Times, não está claro se ele foi derrubado desse diretório.
Ainda segundo o Financial Times, a ausência de criptografia no Max permite que terceiros acessem conversas dos usuários. A Rússia negou as acusações e também restringiu parcialmente o acesso ao Telegram e impediu as chamadas de voz pelo aplicativo, algo que já tinha acontecido com o WhatsApp.


