Sabrina Sato, Tatá Werneck e Letícia Sabatella expõem a força da mente neurodivergente!

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Por Michel Telles
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Sabrina Sato, Tatá Werneck e Letícia Sabatella expõem a força da mente neurodivergente!

Foto: Redes Sociais

A naturalidade com que algumas das mulheres mais conhecidas do país falam sobre TDAH e/ou Autismo tem provocado um efeito silencioso, e profundo,  fora das telas. Ao assumirem publicamente seus diagnósticos, elas não apenas compartilham experiências pessoais, mas ajudam outras mulheres a finalmente se reconhecerem.

A atriz Letícia Sabatella é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA ) e trata o tema com franqueza. Sua intensidade artística e sensibilidade são frequentemente associadas a traços comuns em cérebros neurodivergentes.

A apresentadora Sabrina Sato também já falou abertamente sobre o Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Espontânea e multifacetada, ela construiu uma carreira marcada por energia, improviso e versatilidade, características que muitos especialistas relacionam ao pensamento dinâmico e criativo típico de alguns perfis neurodivergentes.

Já a apresentadora e comediante Tatá Werneck tornou-se um dos exemplos mais reconhecidos ao abordar o assunto sem filtros. Ela costuma explicar que aquilo que muitos chamam de dispersão pode ser uma forma distinta de processamento mental, frequentemente ligada à criatividade elevada e à capacidade de enxergar múltiplas perspectivas ao mesmo tempo.

Para a Dra. Thaíssa Pandolfi, psiquiatra e especialista em Neurodivergencia, superdotação feminina e altas habilidades associadas à alta sensibilidade, essa exposição pública tem impacto direto no aumento da busca por avaliação entre mulheres adultas. “Muitas cresceram ouvindo que eram distraídas demais, sensíveis demais ou desorganizadas. Quando entendem que existe uma base neurobiológica para isso, há um alívio imediato” um alinhamento de identidade acontece, afirma.

Segundo a psiquiatra, meninas aprendem desde cedo a mascarar comportamentos para se encaixar socialmente, o que contribui para diagnósticos tardios. “A camuflagem exige esforço constante. Isso gera exaustão, ansiedade e sensação de inadequação. O diagnóstico não é uma sentença, é uma ferramenta de organização".

No consultório, ela observa com frequência a associação entre TDAH, Autismo, altas habilidades e alta sensibilidade. “É comum encontrarmos mulheres com pensamento acelerado, hiperfoco criativo e grande profundidade emocional. Quando essas características são compreendidas, deixam de ser vistas como problema ou grande caos interno e passam a ser um diferencial.”

Ao tornarem públicas suas singularidades, Letícia, Sabrina e Tatá ajudam a consolidar uma narrativa mais madura sobre a neurodivergência feminina, menos estigmatizada e mais alinhada à ideia de diversidade. Para milhares de brasileiras, ouvir essas histórias não é apenas identificação: é o início de uma nova forma de se enxergar.

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