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Saiba quais erros levam à malha fina e podem bloquear restituição no IR 2026!

Aos detalhes...

Por Michel Telles
Às

Saiba quais erros levam à malha fina e podem bloquear restituição no IR 2026!

Foto: Divulgação

O prazo para a entrega do Imposto de Renda 2026 exige atenção redobrada dos contribuintes. Um dos motivos é a tecnologia utilizada pela Receita Federal no cruzamento eletrônico de dados. O órgão mantém sistemas sofisticados que confrontam, em tempo real, as informações declaradas com dados fornecidos pelo contribuinte. O Conselho Regional de Contabilidade da Bahia (CRCBA) reforça a importância do planejamento ao realizar a declaração e ressalta que pequenas inconsistências, que antes passavam despercebidas, hoje são rapidamente identificadas e podem levar o contribuinte à malha fina.

No ano de 2025, a Receita recebeu 45.645.935 declarações. Desse total, 8,7% ficaram retidas em malha fiscal durante o processamento. Entre as declarações retidas no mesmo ano, 69,2% eram de contribuintes que tinham imposto a restituir, 27,9% de pessoas com imposto a pagar e 2,9% apresentavam saldo zero. Isso demonstra que nem mesmo quem tem valores a pagar está livre da fiscalização.

Os principais motivos de retenção revelam os maiores deslizes. As deduções com despesas médicas lideraram, representando 32,6% das inconsistências. Em seguida, aparecem a omissão de rendimentos, com 30,8%; outras deduções (exceto médicas), com 16,0%; e diferenças no Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), com 15,1%. Esses dados reforçam que o cruzamento automático identifica divergências entre o que foi informado e os dados transmitidos por prestadores de serviços.

Entre os erros mais comuns que levam à malha fina estão a omissão de rendimentos, incluindo os dependentes, a declaração de despesas médicas sem comprovação adequada, a inclusão indevida de dependentes, divergências com informes de rendimentos fornecidos por empresas e bancos, além da não declaração de rendimentos de aluguel.

A penalidade para quem não regulariza a situação pode incluir multa mínima de 1% ao mês sobre o imposto devido, limitada a 20%, sendo o valor mínimo de R$ 165,74, além de juros calculados com base na taxa Selic. Em casos mais graves, a restituição pode ficar retida por tempo indeterminado e o CPF pode apresentar situação irregular até a resolução da pendência.

O presidente do CRCBA explica que é fundamental que o contribuinte reúna toda a documentação antes do envio da declaração e, se necessário, busque orientação profissional. “O nível de detalhamento e cruzamento das informações é cada vez maior. Declarar com atenção e responsabilidade evita transtornos, multas e bloqueios futuros. A prevenção ainda é a melhor estratégia para manter a regularidade fiscal”, destaca Altino Alves.

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