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Saiba quem é secretário de Transporte de Salvador, alvo de mandado de prisão por crime eleitoral

Apesar da prisão decretada, Pablo não foi preso porque está em Paris, na França, em missão oficial

Por Da Redação
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Atualizado
Saiba quem é secretário de Transporte de Salvador, alvo de mandado de prisão por crime eleitoral

Foto: Divulgação

Alvo de mandado de prisão expedido pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), pela suspensão de ônibus na capital baiana no domingo (25), dia do segundo turno das eleições, o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, é formado em Economia pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Ele gerenciou de transporte da Fifa entre 2013 e 2014, e participou da organização dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Também trabalhou como gerente de transportes na Copa América dos Estados Unidos, em Dallas, no Texas, além de prestar consultoria a organizações da área de mobilidade.

Antes de assumir a secretaria, em fevereiro de 2025, Pablo foi diretor do órgão. Durante mais de uma década, participou de iniciativas como a implantação do BRT Salvador, o Plano Cicloviário e a operação de transporte durante o Carnaval.

Neste domingo, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) identificou 944 ônibus parados em garagens da capital baiana. Apesar da prisão decretada, Pablo não foi preso porque está em Paris, na França, em missão oficial. De acordo com a prefeitura, ele retornará a Salvador nesta segunda-feira (26), para se apresentar às autoridades e prestar esclarecimentos.

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Entenda o caso dos ônibus em Salvador

A votação do segundo turno em Salvador foi marcada por denúncias de retenção de ônibus nas garagens das empresas de transporte coletivo. Na manhã de domingo (25), passageiros relataram dificuldades para circular pela cidade, o que motivou denúncias e ações judiciais.

A prefeitura atribuiu o problema a uma manifestação de pessoas ligadas ao Sindicato dos Rodoviários. Imagens também mostraram adesivos com o número da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colados em ônibus, prática proibida pelas regras eleitorais.

Uma fiscalização da Polícia Federal identificou redução de 42,1% da frota em uma garagem, com 53 veículos a menos nas ruas em comparação com um dia de operação normal. Já o Procon encontrou 944 ônibus parados em garagens das empresas OT Trans e Integra Plataforma.

Segundo o prefeito Bruno Reis, a retirada dos adesivos atrasou a saída dos veículos. A gestão municipal determinou a liberação da frota, mas passageiros continuaram relatando baixa circulação de ônibus durante a tarde.

Após a repercussão, Pablo afirmou que havia publicado um decreto ao longo da semana para determinar que as empresas cumprissem as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), incluindo a proibição de propaganda política nos veículos. O secretário declarou que os adesivos começaram a ser removidos antes da liberação dos ônibus, mas que a frota foi autorizada a circular mesmo com parte do material, diante do impacto no transporte público.

“Temos um compromisso inegociável com a democracia”, afirmou Pablo, acrescentando que a verdade dos fatos prevaleceria.

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