Quem é Teresa Leitão, senadora escolhida para liderar o governo no Senado
Primeira mulher eleita por Pernambuco para o Senado, petista tem trajetória ligada à educação

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
A senadora Teresa Leitão (PT-PE) assumiu a liderança do governo no Senado em meio a uma trajetória política marcada pela atuação na área da educação, pela defesa de direitos sociais e pela ligação com movimentos sindicais. Ela foi designada para o posto após a saída do senador Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a função depois de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Teresa é a primeira mulher eleita por Pernambuco para o Senado. Antes de chegar à Casa, em 2023, ela foi deputada estadual por cinco mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Professora e pedagoga por formação, Teresa iniciou a carreira na rede estadual de ensino em 1975. Também atuou no movimento sindical. Foi diretora da Associação dos Orientadores Educacionais de Pernambuco e presidiu o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco.
No Senado, a parlamentar passou a concentrar parte da atuação em temas ligados à educação básica, valorização dos profissionais da área, cultura, direitos das mulheres, inclusão e proteção de grupos vulneráveis.
Entre os projetos de autoria da senadora que tiveram avanço está o PL 423/2023, que reconhece o Carnaval de Pernambuco como manifestação da cultura nacional. A proposta foi aprovada no Congresso e sancionada em 2025, dando origem à Lei nº 15.137.
Outro projeto apresentado por Teresa é o PL 1.393/2023, que propõe a inscrição do nome das heroínas de Tejucupapo no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A proposta foi aprovada no Senado e enviada à Câmara dos Deputados, onde ainda aguarda análise.
Na área da educação, Teresa apresentou o PL 4.414/2024, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para tratar do exercício do magistério na educação indígena, do campo e quilombola. A proposta foi aprovada em decisão terminativa na Comissão de Educação e Cultura do Senado e remetida à Câmara.
A senadora também é autora de projetos voltados à permanência de estudantes na escola. Entre eles, está o PL 3.756/2023, que cria a Bolsa Permanência na educação básica pública para alunos em situação de vulnerabilidade social. Outro texto, o PL 1.312/2023, trata de auxílio emergencial estudantil para apoiar despesas de mobilidade, ingresso e permanência inicial dos estudantes.
Na pauta da gestão democrática, Teresa apresentou o PL 2.556/2023, que estabelece diretrizes para a gestão democrática na educação básica pública. Também propôs mudanças no Fundeb por meio do PL 1.311/2023, com foco na gestão democrática do ensino na distribuição dos recursos do fundo.
Em outra frente, a senadora apresentou o PL 4.024/2023, que altera a Lei Maria da Penha para garantir sigilo de informações pessoais de vítimas de violência doméstica em bancos de dados públicos.
Mais recentemente, Teresa também apresentou proposta sobre educação midiática e digital. O PL 1.010/2025 estabelece normas para enfrentar desinformação, conteúdos falsos e discursos de ódio, com foco na formação de estudantes e professores.
Além da autoria de projetos, Teresa teve papel de destaque na relatoria do novo Plano Nacional de Educação no Senado. O texto, enviado pelo Poder Executivo, passou pela Comissão de Educação sob parecer favorável da senadora e seguiu para o plenário em regime de urgência.
A parlamentar também preside a Comissão de Educação e Cultura do Senado. No colegiado, tem defendido pautas como valorização de professores, qualidade do ensino, segurança nas escolas e políticas permanentes para a educação.
Com a chegada à liderança do governo, Teresa passa a ocupar uma função estratégica na articulação política do Palácio do Planalto no Senado. Caberá a ela defender as pautas do Executivo, negociar votações e dialogar com a base aliada e com a oposição em um momento de pressão sobre o governo no Congresso.


