Saída de diretor aumenta pressão sobre Infantino na Fifa
Kevin Lamour deixa cargo semanas após questionar plano de investimento privado da entidade.

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A Fifa ganhou mais um capítulo de tensão nos bastidores. Kevin Lamour deixou o cargo de diretor de operações da entidade, semanas depois de criticar publicamente o projeto liderado por Gianni Infantino para buscar investimento privado nas principais competições do futebol mundial.
A saída foi confirmada pela própria Fifa, que informou que a relação de trabalho com Lamour terminou em 17 de agosto. Em comunicado curto, a entidade agradeceu pelos dois anos de serviços e desejou boa sorte ao dirigente. Não foram apresentados outros detalhes sobre os motivos do desligamento.
Lamour ocupava a função desde novembro de 2024. Antes de chegar à Fifa, trabalhou como assessor de Michel Platini durante o período em que o francês esteve à frente da Uefa.
A sáida acontece em meio ao desgaste provocado pelo projeto ds Fifa Forward Enterprise (FFE), iniciativa que Infantino pretendia utilizar para abrir espaço a investidores privados nas operações das principais competições da entidade. A proposta previa que a Fifa mantivesse o controle majoritário da empresa, enquanto investidores teriam participações menores.
A ideia era concentrar na nova companhia operações ligadas a torneios como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. O plano tinha como principal objetivo levantar até US$ 4,2 bilhões, cerca de R$ 21,5 bilhões.
O projeto encontrou resistência e acabou fracassando rapidamente. Lamour havia se manifestado contra a proposta, aumentando a tensão dentro da própria estrutura da Fifa. Agora, sua saída acrescenta mais um elemento ao momento delicado vivido por Infantino.
O presidente da Fifa, que até recentemente conduzia o projeto com a perspectiva de ampliar as receitas da entidade por meio de capital privado, passou a enfrentar questionamentos justamente sobre a forma como a iniciativa foi conduzida.
Com o desligamento de Lamour, o episódio ganha um novo capítulo nos bastidores da entidade máxima do futebol. A Fifa, por enquanto, não indicou quem assumirá a direção de operações nem apresentou novos detalhes sobre a saída do dirigente.


