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São necessários US$ 50 bilhões para erradicar insegurança alimentar, aponta FMI

Fundo destaca os problemas causados pela alta dos preços dos alimentos, que dispararam com a guerra da Ucrânia

Por Da Redação
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São necessários US$ 50 bilhões para erradicar insegurança alimentar, aponta FMI

Foto: IMF/Henrik Gschwindt de Gyor

De acordo com um estudo realizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), são necessários US$ 50 bilhões para erradicar a insegurança alimentar no mundo durante os próximos 12 meses, assegurando as necessidades alimentares de 345 milhões de pessoas globalmente.

A Instituição destaca os problemas causados pela alta dos preços dos alimentos, que vinham em níveis elevados, e tiveram uma especial disparada com a guerra da Ucrânia. O FMI aponta que 48 países estão entre os mais afetados pela crise e que o Brasil não está entre eles.

No entanto, o país é lembrado como sétimo maior importador de Rússia e Ucrânia de fertilizantes, o que afeta cerca de 0,2% do PIB do país, de acordo com a pesquisa. Para compensar os habitantes mais vulneráveis das 48 nações, o FMI estima um custo entre US$ 5,1 bilhões e US$ 7,2 bilhões em 2022.

Além disso, "é importante notar que os custos adicionais são arcados em um momento em que as receitas domésticas provavelmente estão sob pressão devido ao menor crescimento do PIB, que pesa especialmente sobre a receita tributária", lembra o FMI.

Segundo o FMI, mais da metade dos 48 países identificados como altamente expostos à crise alimentar também têm amortecedores externos ou fiscais relativamente fracos, o que limita sua capacidade de resposta ao choque.

As reservas para 15 países cobrem menos de três meses de importações e as reservas para outros oito países não excedem quatro meses, aponta. Neste contexto, "é importante notar que a mobilização adicional de receitas internas para ajudar a cobrir os gastos necessários para mitigar a crise alimentar é muitas vezes difícil no curto prazo", avalia.

Para a instituição, idealmente, "os subsídios generalizados ao consumo alimentar devem ser eliminados ao longo do tempo" e devem ser substituídos por apoio de renda direcionado aos pobres. "Uma redução gradual poderia ser acompanhada de um compromisso de sua total eliminação no médio prazo. Durante a transição, o direcionamento dos subsídios poderia ser melhorado para reduzir as fugas para grupos de renda mais alta", avalia.

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