Saúde afirma que surto de hantavírus em cruzeiro não representa risco para o Brasil
Pasta informou que casos registrados no Paraná não têm relação com situação monitorada pela OMS

Foto: Wikimedia Commons
O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (8) que o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo, conforme avaliação mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS). O alerta ocorre após a investigação de um surto envolvendo casos suspeitos e confirmados entre passageiros de um navio que circulou pela América do Sul.
Segundo a pasta, não há impacto direto para o Brasil até o momento. O ministério destacou ainda que o país não registra circulação do genótipo Andes, variante associada a raros episódios de transmissão entre pessoas identificados na Argentina e no Chile, e que estaria relacionada ao caso monitorado internacionalmente.
De acordo com o governo federal, os casos registrados no Brasil não apresentam transmissão interpessoal. Até agora, o país identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, sem confirmação de contágio entre humanos.
O Ministério da Saúde também informou que os dois casos confirmados recentemente no Paraná não possuem ligação com o cenário internacional acompanhado pela OMS.
Em 2025, o Brasil registrou 35 casos da doença. Já em 2026, sete ocorrências foram confirmadas até o momento.
A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, costuma se manifestar principalmente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), doença que pode afetar pulmões e coração.
A transmissão acontece, principalmente, pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados, especialmente por meio da inalação de partículas presentes em ambientes contaminados.


