'Se me deu, já bebi', diz Lula sobre whisky que teria sido dado por Vorcaro

O presidente também comentou sobre o encontro que teve com o dono do Banco Master em dezembro de 2024

Por Da Redação
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'Se me deu, já bebi', diz Lula sobre whisky que teria sido dado por Vorcaro

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesse domingo (27) que, caso tenha recebido o whisky dado por Daniel Vorcaro, conforme citado pelo advogado Walfrido Warde em mensagens, já consumiu a bebida. 

“Se me deu whisky, já bebi. Eu ganho muita coisa, lembrança, sabe? Não sei me deu, mas se deu já bebi, pode ficar certo”, disse entrevista à Band. 

A declaração foi feita após a Polícia Federal revelar na última semana mensagens em que Warde trocou com Vorcaro dizendo que havia conversado com Lula e que o presidente teria agradecimento pelo whisky recebido do dono do Banco Master. 

“Querido, estive com o PR [Presidente da República] hoje. Ele me perguntou se você estava bem e mais tranquilo. Eu lhe disse que sim. Ele agradeceu mais uma vez o whisky e mandou um abraço. Outros detalhes eu conto pessoalmente”, escreveu Warde a Vorcaro em mensagem enviada em 22 de janeiro de 2025. O ex-banqueiro respondeu com um emoji de coração.

Questionado sobre a atuação de Walfrido Warde na tentativa de estabelecer uma interlocução entre Vorcaro e o governo federal, Lula disse não saber o que o advogado teria dito a terceiros. 

“O lobista fala bom dia para você, ele fala que dormiu com você. Eu recebi o cara [Vorcaro]. A conversa do Walfrido eu nego, eu não sei o que que ele falou. [...] Você acredita em tudo que advogado lobista fala? Como é que eu posso controlar a língua de advogado?”, completou.

O presidente Lula também comentou sobre o encontro que teve com Vorcaro, em dezembro de 2024. Segundo ele, o dono do Master apareceu no gabinete acompanhado de Augusto Lima, sócio do banco, afirmando estar sendo perseguido em uma tentativa de quebrar a instituição. O então diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, também teria participado da conversa. 

“Olha esse cidadão apareceu junto com outro cidadão chamado Augusto, acho que era o sócio dele, apareceu no meu gabinete, tava lá a duas ou três pessoas, tava inclusive o Galípolo, porque eu chamei para participar da conversa, me dizendo que tava sendo perseguido e que estavam querendo quebrar o banco dele. Eu falei o seguinte: ‘Olha, não vai ter perseguição política’. Você pode ficar certo que no meu governo não tem perseguição política. Você tá tendo chance de se defender. Nós vamos apurar. Se você tiver errado, você paga o preço. Se não tiver errado, você não paga. Ele que tava errado, pagou. Tá preso”, disse o presidente.

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