Secretários da Segurança e de Justiça se reúnem com familiares de trabalhador morto durante operação da PM em Salvador
Leonardo Gil Lima, conhecido como "Léo Lanches", morreu no último dia 23 de julho, no bairro de São Cristóvão

Foto: Divulgação | Reprodução / Redes Sociais
Os secretários da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, e de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, participaram, na noite de sexta-feira (31), de uma reunião com familiares, amigos e advogados de Leonardo Gil Lima, conhecido como "Léo Lanches", morto durante uma ação da Polícia Militar no bairro de São Cristóvão, em Salvador, no último dia 23 de julho.
O encontro, realizado no Centro de Operações e Inteligência (COI), também contou com a presença do comandante-geral da PM, coronel Antônio Carlos Silva Magalhães, do delegado-geral de Operações da Polícia Civil, Jorge Figueiredo, do diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Marcelo Calmon, do corregedor-geral da Secretaria da Segurança Pública (SSP), Sérgio Mendes, além de outras autoridades.
Durante a reunião, foram apresentados detalhes sobre o andamento das investigações conduzidas pelo DHPP, as medidas administrativas adotadas pela Polícia Militar e as ações de assistência social que estão sendo oferecidas à família pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos.
Segundo o governo estadual, na próxima semana será elaborado, em conjunto com o Núcleo de Apoio às Vítimas de Crimes Violentos do Ministério Público da Bahia, um plano de acolhimento e assistência voltado aos familiares diretos de Leonardo Gil Lima.
Também ficou definido um canal permanente de comunicação entre a família da vítima e os órgãos estaduais, com o objetivo de acompanhar o andamento das investigações e das medidas de apoio.
Relembre o caso
Leonardo Gil Lima foi morto durante uma ação da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) na noite de 23 de julho. A morte causou comoção e protestos por parte dos moradores, vias foram bloqueadas, pneus e ônibus incendiados.
De acordo com familiares e outros moradores, Leonardo não tinha envolvimento com atividades criminosas e era proprietário de um ponto comercial. Ele era casado e tinha dois filhos.
Segundo relatos dos locais, equipes policiais teriam entrado no bairro quando estava sem energia elétrica para uma operação. Durante as diligências, Leo foi morto por um dos agentes. O caso ainda está sendo investigado para apurar as circunstâncias da morte.
A vítima chegou a ser socorrida para o Hospital Menandro de Faria, mas não resistiu aos ferimentos.
Em protesto pela morte de Leonardo, os moradores bloquearam a principal via do bairro, além de terem queimado pneus e um ônibus. Os populares também manifestaram na sede da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), pedindo por justiça.


