Grupo suspeito de criar e negociar duplicatas falsas é alvo de operação em Salvador
O valor dos títulos colocados em circulação supera R$ 32 milhões, mas prejuízo confirmado é superior a R$ 15 milhões

Foto: Pedro Moraes/Ascom-PCBA
Um grupo suspeito de aplicar um esquema de fraude financeira por meio da criação e negociação de duplicatas falsas é alvo da Operação Sem Lastro, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (15), em Salvador.
Segundo as investigações, os documentos simulavam dívidas de empresas que, na realidade, não tinham realizado as vendas ou prestado os serviços indicados nos títulos. A ação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão, além de medidas judiciais de indisponibilidade de bens móveis e imóveis avaliados em até R$ 15 milhões.
Conforme a corporação, os suspeitos criavam as duplicatas e as negociavam com fundos de investimento, que acreditavam estar adquirindo documentos referentes a dívidas reais. Mais de mil duplicatas falsas foram identificadas, envolvendo mais de 200 empresas que apareciam nos documentos como responsáveis pelos pagamentos, embora não tivessem realizado as operações comerciais indicadas.
O valor dos títulos colocados em circulação supera R$ 32 milhões, enquanto o prejuízo financeiro já confirmado ultrapassa R$ 15 milhões.
Para manter o esquema em funcionamento e dar aparência de normalidade às negociações, os investigados utilizavam pagamentos feitos por eles próprios para quitar algumas das duplicatas. Dessa forma, os títulos podiam ser renovados e novos valores eram obtidos junto aos fundos de investimento.
As medidas patrimoniais buscam impedir que os bens sejam transferidos ou ocultados e garantir recursos para um possível ressarcimento das vítimas.



