Servidor é afastado pela Abin

Ramagem e GSI anuncia ação contra jornalistas em caso Flávio Bolsonaro

[Servidor é afastado pela Abin ]

FOTO: Reprodução

O diretor-geral da Agência Brasileira de Informação (Abin), Alexandre Ramagem, informou que um servidor foi afastado sob suspeita de falsear e vazar informações sobre uma suposta atuação da agência a favor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Em nota divulgada nesta quarta-feira (7), o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, afirma que há "fortes indícios da participação de um servidor, que falseou a verdade e repassou informações à imprensa".

Ramagem e o GSI disseram ainda que estão adotando medidas jurídicas contra os jornalistas que divulgaram reportagens sobre o assunto. Em dezembro do ano passado, a revista Época publicou que a Abin produziu relatórios para ajudar a defender Flávio no suposto esquema de "rachadinhas" na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Segundo a revista, em um dos documentos, a Abin deixou claro o objetivo de "defender FB no caso Alerj demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB". FB é a sigla utilizada para citar Flávio Bolsonaro, e Alerj, Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Flávio Bolsonaro é acusado de liderar um esquema de "rachadinha" em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa, levado a cabo por meio de 12 funcionários fantasmas entre 2007 e 2018, período em que exerceu o mandato de deputado estadual. Em novembro de 2020, ele foi denunciado pela Promotoria do Rio de Janeiro sob a acusação dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele nega as acusações.

Segundo a revista Época, em outubro de 2020, os advogados de Flávio acionaram o Gabinete de Segurança Institucional e outros órgãos do governo federal, com autorização do presidente Bolsonaro, para obter provas que possam anular as investigações sobre as supostas "rachadinhas".

O acionamento do GSI foi confirmado pela defesa do próprio senador, que afirmou se tratar de "suspeitas de irregularidades das informações" nos relatórios do Coaf, órgão de inteligência financeira, que originaram a investigação contra o filho do presidente.


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