Sesab interdita centro cirúrgico de hospital baiano onde mulher morreu após cirurgias plásticas
Decisão da pasta foi divulgada na quinta-feira (27); a empresária Adriele da Silva Pinto faleceu na noite de terça-feira (25).

Foto: Reprodução / Redes Sociais
A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) decidiu interditar cautelarmente o centro cirúrgico do Hospital Vida nesta última quinta-feira (27). De acordo com a pasta o local não possui alvará sanitário para funcionamento.
A unidade foi onde a empresária Adriele da Silva Pinto faleceu nesta última segunda-feira (25), após passar por cirurgias plásticas. O procedimento foi operado pelo médico Rossini Tebaldi Ruback, o cirurgião já havia sido alvo de denúncias de pacientes em 2023 por apresentarem problemas decorrentes de procedimentos feitos pelo profissional.
De acordo com informações divulgadas pela TV Santa Cruz, o Hospital Vida não tinha sequer feito a solicitação do alvará. A Sesab afirmou, em nota, que ainda não há detalhes de quanto tempo a unidade operou sem licença e quais procedimentos foram realizados no período.
Ainda segundo a pasta, a última fiscalização feita pela Vigilância Sanitária no centro cirúrgico do local ocorreu em novembro de 2025 e, à época, não foram constatadas irregularidades. Em entrevista à TV Santa Cruz, o coordenador do Núcleo Regional de Saúde Sul (NRS) da Sesab, Danilo Amorim, disse que no ano anterior o centro cirúrgico não estava em funcionamento.
Adriele Pito foi sepultada na quinta-feira (27), na cidade de Ituberá, no sul da Bahia, onde vive parte de sua família. Familiares e amigos da vítima fizeram uma manifestação durante o enterro, com faixas e cartazes, pedindo Justiça.
Entenda o caso
A empresária, de 31 anos, morava nos Estados Unidos e teria viajado para o Brasil com o objetivo de fazer os procedimentos: mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma. Ela entrou para a cirurgia às 15h da segunda-feira (25) e deveria ter retornado do centro cirúrgico às 20h.
Após estranhar a demora no procedimento, a família de Adriele cobrou por informações e na madrugada de quarta-feira (26) a unidade comunicou a morte. De acordo com o advogado da família, o hospital disse que a empresária teria tido algum tipo de complicação associada à anestesia. Os familiares decidiram abrir um boletim de ocorrência devido à suspeitas.
Rossini Tebaldi Ruback, médico responsável pelas operações, já havia sido alvo de denúncias de pacientes em 2023. À época, pacientes de Itabuna, Salvador, Eunápolis e Vitória da Conquista relataram às autoridades complicações após cirurgias feitas por ele. Uma instrumentadora cirúrgica que trabalhou com Rossini também fez denúncias contra o profissional na época.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) afirmou que não há processo ético-profissional em tramitação no Tribunal de Ética Médica que cite o médico responsável pelo procedimento cirúrgico.


