Setor inédito em show de Bad Bunny reforça avanço das experiências imersivas no país!

Após Super Bowl, Bad Bunny traz a São Paulo um show que integra o público ao cenário; especialista comenta a força do formato

Por Michel Telles
Às

Setor inédito em show de Bad Bunny reforça avanço das experiências imersivas no país!

Foto: Divulgação

A passagem de Bad Bunny pelo Brasil, com dois shows nesta sexta e sábado (20 e 21) no Allianz Parque, acontece em um dos momentos mais emblemáticos da carreira do artista. Após uma apresentação histórica no Super Bowl, o cantor porto-riquenho consolida não apenas seu protagonismo na música global, mas também uma transformação importante no formato dos grandes espetáculos.

O anúncio do setor inédito “Los Vecinos”, uma arquibancada posicionada atrás do palco e integrada ao próprio cenário do show, evidencia uma mudança clara na lógica do entretenimento ao vivo: o público deixa de ser apenas espectador e passa a fazer parte da narrativa visual da apresentação.

Para Mohamad Rabah, CEO da Multiverso Experience e especialista em experiências imersivas, esse movimento confirma uma tendência que já vinha se desenhando no mercado. “Os grandes shows deixaram de ser apenas apresentações musicais. Eles são experiências cenográficas completas, onde luz, projeção, arquitetura de palco e posicionamento do público fazem parte da mesma narrativa. Quando o fã é inserido no cenário, ele deixa de assistir e passa a viver o espetáculo”, afirma.

Segundo Rabah, o setor “Los Vecinos” materializa um conceito cada vez mais presente no entretenimento global: a imersão como diferencial competitivo. “Existe uma demanda crescente por experiências únicas, que gerem memória e pertencimento. O público quer ângulos exclusivos, bastidores, sensação de proximidade. Isso aumenta valor percebido, engajamento e, consequentemente, potencial de receita”.

O mercado de entretenimento ao vivo atravessa um momento de expansão internacional, impulsionado por turnês globais com cenografia tecnológica, painéis de LED de alta definição, projeções mapeadas e ativações que extrapolam o palco tradicional. No Brasil, esse movimento também ganha força, acompanhando padrões vistos em Nova York, Las Vegas e grandes capitais europeias.

Para o executivo, o sucesso de formatos como o adotado por Bad Bunny aponta para uma mudança estrutural. “Estamos vivendo a consolidação da economia da experiência no entretenimento. O show precisa ser instagramável, memorável e sensorial. Não é apenas sobre música, é sobre criar um universo em torno dela”.

A alta procura pelos ingressos da turnê “DeBÍ TiRAR MáS FOToS World Tour” e a abertura de um setor integrado ao palco reforçam que o público está disposto a investir em formatos que ofereçam algo além do convencional. E, na avaliação de especialistas do setor, essa lógica deve se tornar padrão nas grandes produções nos próximos anos.

“O entretenimento está cada vez mais híbrido – tecnologia, cenografia e narrativa caminham juntas. Quem entender isso sai na frente”, conclui Rabah.

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