• Home/
  • Notícias/
  • Brasil/
  • STF forma maioria para manter prisões de ex-presidente do BRB e advogado

STF forma maioria para manter prisões de ex-presidente do BRB e advogado

Ministro Dias Toffoli se declarou suspeito do caso e mediante isso, não participa do julgamento

Por Da Redação
Às

STF forma maioria para manter prisões de ex-presidente do BRB e advogado

Foto: Divulgação e Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (24) para manter as prisões do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro. Os dois são investigados no caso do Banco Master.

Além do ministro André Mendonça, relator do caso, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques votaram favoravelmente às prisões.

O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito do caso e mediante isso, não participa do julgamento. Resta ainda o voto do ministro Gilmar Mendes. O julgamento deverá terminar às 23h59 desta sexta-feira.

Paulo Henrique e Daniel Monteiro foram presos no último dia 16 de abril durante o desdobramento de uma nova fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo os negócios do BRB com o Banco Master.

A ação teve autorização do ministro André Mendonça, que é relator dos inquéritos do Banco Master no STF. Desde a última quarta, os ministros avaliam a decisão que impôs a prisão preventiva dos investigados.

Decisão de Mendonça

Na decisão emitida que permitiu a instalação da nova fase da operação Compliance Zero, o ministro André Mendonça indica que as investigações  "revelam, em tese, a existência de uma engrenagem ilícita concebida para viabilizar a fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB, com expressivo impacto patrimonial e institucional".

"Em seu bem lançado parecer, o Procurador-Geral da República assenta que os elementos colhidos pela Polícia Federal revelam quadro indiciário consistente de atuação de organização criminosa voltada à fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB, em operação com participação de agentes do banco privado e de integrantes da alta administração do banco público", disse Mendonça.

O ministro mencionou as informações do Ministério Público de que Paulo Henrique Costa recebeu vantagem indevida em seis imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília, que são calculados em  R$ 146,5 milhões, sendo que R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos.

"Quanto a Daniel Lopes Monteiro, aponta sua atuação como agente-chave da vertente jurídica da estrutura criminosa, especialmente na formalização das operações entre Master, Tirreno e BRB e na ocultação do beneficiário real das aquisições imobiliárias, havendo indicação, em princípio, de proveito econômico próprio de ao menos R$ 86,1 milhões", emendou.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie:redacao@fbcomunicacao.com.br
*Os comentários podem levar até 1 minutos para serem exibidos

Faça seu comentário