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STJ abre sindicância para apurar denúncia de assédio sexual contra ministro Marco Aurélio Buzzi

Jovem de 18 anos relata toques sem consentimento durante viagem a Balneário Camboriú

Por Da Redação
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Atualizado
STJ abre sindicância para apurar denúncia de assédio sexual contra ministro Marco Aurélio Buzzi

Foto: Gustavo Lima/STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu instaurar sindicância para apurar denúncia de assédio sexual contra o ministro Marco Aurélio Buzzi. A decisão foi tomada por unanimidade em sessão extraordinária do plenário realizada na última quarta-feira (4).

A apuração ocorre após uma jovem de 18 anos registrar depoimento na Polícia Civil de São Paulo relatando que teria sido assediada pelo magistrado durante uma viagem a Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, em janeiro deste ano.

Segundo o depoimento, a jovem viajava com os pais e com a família do ministro e, no dia 9 de janeiro, o grupo foi à Praia do Estaleiro, próxima ao condomínio onde estavam hospedados. Antes da chegada dos demais familiares, ela e o ministro teriam ido juntos à praia.

De acordo com o relato, os dois entraram no mar após Buzzi sugerir que fossem a um trecho mais afastado da praia. Ainda conforme o depoimento, no local, o ministro teria feito comentários e, em seguida, puxado a jovem pelo braço, pressionando o corpo dela contra o dele e tocando suas nádegas. A jovem afirma que tentou se afastar e que o ministro insistiu em puxá-la de volta, sem sucesso.

O documento policial registra ainda que, após o episódio, o ministro teria feito comentários sobre a forma de agir da jovem e, ao retornarem à areia, se afastou ao saber que a mãe dela já havia chegado à praia.

A jovem relatou que deixou o local, retornou ao condomínio e contou o ocorrido aos pais, que decidiram encerrar a viagem e voltar para São Paulo. No depoimento, ela afirma que via o ministro como uma figura familiar e que, após o episódio, passou a ter dificuldades para dormir e pesadelos recorrentes. Segundo o relato, ela está em acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

Em nota, o ministro Marco Aurélio Buzzi negou as acusações. A equipe do magistrado afirmou que ele foi “surpreendido” pelas insinuações divulgadas e que elas “não correspondem aos fatos”.

Após a denúncia vir a público, Buzzi apresentou atestado médico e solicitou afastamento do STJ, alegando dores no peito. Ele foi internado no hospital DF Star, em Brasília.

Para conduzir a sindicância, foram sorteados os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira. A defesa da jovem informou, em nota, que aguarda rigor na apuração e o desfecho do caso pelos órgãos competentes.
 

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