Suspeito de planejar sequestro de Moro é preso no Ceará

Ele era considerado foragido após escapar de uma penitenciária paulista em 2022

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Suspeito de planejar sequestro de Moro é preso no Ceará

Foto: Pedro França/Agência Senado | Reprodução

Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, conhecido como El Cid, um dos suspeitos de participar do plano do PCC (Primeiro Comando da Capital) para sequestrar e matar o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) e outras autoridades, foi preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Militar do Ceará.

Ele era considerado foragido após escapar de uma penitenciária paulista em 2022. El Cid é suspeito também de planejar a morte de policiais militares, de tráfico de drogas e de organização criminosa.

A prisão ocorreu em Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza, nas proximidades de um condomínio residencial de luxo. Havia dois mandados de prisão contra ele pelos crimes de associação ao tráfico e homicídio.

Segundo a polícia, El Cid estava com documento de identidade falso. A mulher dele, cujo nome não foi divulgado, também foi presa com documento falso a caminho de São Paulo.

Ela foi detida na madrugada por falsidade ideológica em Igatu, no Ceará, durante abordagem do Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual.

Após pesquisar o endereço da mulher, equipes do 15º Batalhão de Polícia Militar e do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) encontraram El Cid em Eusébio.

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), comemorou a prisão em uma postagem nas redes sociais. "Um dos bandidos mais perigosos do país, El Cid, chefe da célula do PCC, foi preso pela nossa PM do Ceará. Fugiu de penitenciária paulista, veio se esconder no Ceará e aqui não teve vida fácil", disse.

Moro, quando foi ministro da Justiça, atuou na transferência de vários chefes do PCC, entre eles Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, para o sistema penitenciário federal.

O chefe do PCC foi transferido do sistema penitenciário estadual de São Paulo para a penitenciária federal em Brasília em fevereiro de 2019. Meses depois, seguiu para uma unidade federal em Rondônia e depois retornou para a capital federal.

Além dele, outros 21 integrantes da cúpula da facção foram transportados naquele momento em um avião das Forças Armadas a partir do aeroporto da vizinha Presidente Prudente (SP) para a transferência.

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