TCU e CGU divergem em R$ 44 bilhões sobre total de pagamentos indevidos no auxílio emergencial
Os órgãos apuram quanto foi liberado pelo governo em cadastros irregulares

Foto: Agência Brasil
Uma diferença de R$ 44 bilhões separa as estimativas da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os valores pagos de maneira indevida no auxílio emergencial de 2020. Nos últimos meses, os órgão têm se dedicado a calcular quanto o governo federal pode ter gastado de forma equivocada ou com cadastros fraudados.
O Tribunal de Contas estima que prejuízo seja de R$ 54 bilhões, mas a Controladoria-Geral trabalha com um número bem menor: "apenas" R$ 10 milhões.
No fim de fevereiro, balanço divulgado pelo TCU identificou que 7,3 milhões de beneficiários que teriam recebido as parcelas de forma indevida e que 6,4 milhões de mulheres que foram cadastradas como mães chefes de família sem, de fato, se adequarem a esse perfil.
Ainda segundo o TCU, a lista de pessoas que receberam recursos federais sem ter direito ao benefício inclui mais de 700 mil servidores públicos e mais de 60 mil pessoas mortas.


