Tirar o evento do chão virou estratégia de crescimento para empresa brasileira!

Com cerca de 100 projetos por ano, a Kathyana Garcia Design de Eventos aposta no uso do espaço aéreo para resolver circulação em eventos de grande porte e inicia expansão internacional

Por Michel Telles
Às

 Tirar o evento do chão virou estratégia de crescimento para empresa brasileira!

Foto: Divulgação

Em eventos com milhares de pessoas, o espaço disponível no chão é limitado. Para quem trabalha com decoração, isso é um desafio. A solução encontrada pela Kathyana Garcia Design de Eventos foi deslocar parte do projeto para estruturas aéreas, ampliando o impacto sem comprometer a circulação. A estratégia acompanha o crescimento da empresa, que hoje atua em diferentes regiões do país e inicia sua expansão para o exterior.

“Quando a festa enche, você deixa de ver o que está abaixo da linha do olhar. E aí o espaço começa a perder força. O aéreo entra para devolver esse impacto, sem atrapalhar a circulação”, afirma Kathyana Garcia, fundadora da empresa. A decisão também tem relação direta com o orçamento. Em vez de concentrar investimento em estruturas no chão, que perdem visibilidade ao longo do evento, parte do recurso é direcionada para elementos suspensos, que permanecem visíveis independentemente da lotação.

O uso de estruturas aéreas é comum em produções de teatro e entretenimento e, nos eventos, vem sendo aplicado de forma mais estratégica à medida que os projetos ganham escala e exigem novas soluções para circulação e impacto visual.

No caso da Kathyana Garcia Design de Eventos, a diferença está em como essa solução é usada. Em vez de concentrar o projeto no chão e depois “subir” elementos como complemento, o desenho já começa considerando o espaço aéreo como parte da estrutura do evento. Na prática, isso aparece no uso do espaço e na experiência do público. “Um bar pode ser bem desenhado, mas se forma fila, a experiência já foi comprometida. O mesmo acontece quando o espaço fica congestionado ou mal distribuído. Quando a gente muda isso, muda tudo: circulação, posição das mesas, luz, leitura do ambiente. O projeto deixa de ocupar espaço e passa a organizar o espaço”, diz.

Como o projeto é pensado
 

À frente da empresa, Kathyana construiu sua trajetória passando por diferentes áreas do setor, da divulgação à produção, do relacionamento com artistas à operação técnica. Essa experiência orienta a forma como os projetos são estruturados hoje. “Evento não começa na decoração. Começa na operação. O projeto é pensado a partir do fluxo de pessoas, da montagem, da integração com fornecedores e do uso do espaço. Se circulação, logística e execução não estão resolvidas, o resultado não se sustenta. A estética vem como consequência de um sistema que funciona”, afirma.

Hoje, a Kathyana Garcia Design de Eventos realiza projetos em diferentes regiões do país, com foco em eventos de médio e grande porte. Em produções maiores, com públicos que podem chegar a 2 mil pessoas, a estrutura mobiliza de 60 a 120 profissionais apenas na fase de montagem. O time interno opera com cerca de 13 pessoas e uma rede de parceiros distribuída por diferentes regiões, o que permite adaptar cada projeto ao contexto local.

A origem em formaturas ainda é uma base importante do negócio. Foi nesse segmento que a empresa ganhou escala e consolidou presença nacional. Com o tempo, o portfólio se ampliou para eventos corporativos, sociais e ativações de marca, mantendo a mesma lógica de projeto. As formaturas seguem como principal frente de atuação, com projetos que partem de R$ 200 mil.

A operação também trouxe um diagnóstico claro sobre o setor. A informalidade e a falta de capacitação técnica, principalmente entre profissionais freelancers, ainda são gargalos recorrentes. A partir dessa leitura, a empresa estruturou a KG Academy, um braço voltado à formação de profissionais, com cursos e workshops baseados na metodologia aplicada nos projetos. “A gente percebeu que muitos dos desafios não estavam no conceito, mas na execução. Isso passa por formação”, diz.

Com a operação consolidada no Brasil, o próximo passo é a expansão internacional. A Kathyana Garcia Design de Eventos já articula projetos e parcerias no México, Portugal e Espanha, adaptando seu modelo a diferentes contextos. “A expectativa é ampliar a presença fora do país nos próximos três anos, mantendo a base em projeto técnico, execução e rede de parceiros”, afirma.

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