Tornozeleira eletrônica de Bolsonaro é trocada durante prisão domiciliar
Procedimento ocorreu em 29 de setembro e foi registrado em relatório enviado ao STF

Foto: Agência Brasil/Fabio Pozzebom
A tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi trocada em 29 de setembro, enquanto ele cumpre prisão domiciliar no âmbito da condenação a 27 anos e três meses de prisão por articular uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
A troca foi realizada pelo Centro Integrado de Monitoração Eletrônica entre 16h20 e 16h40. Segundo informações do portal Metrópoles, a profissional responsável pelo procedimento precisou usar um aparelho telefônico para fazer a vinculação e a desvinculação do dispositivo.
As informações constam em um relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Núcleo de Custódia da Polícia Militar. O documento reúne, semanalmente, as atividades relacionadas ao monitoramento de Bolsonaro.
Domiciliar
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março de 2026, quando deixou o hospital após 14 dias de internação. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, inicialmente por 90 dias, e posteriormente mantida.
Em novembro de 2025, quando ainda estava em prisão domiciliar determinada por Moraes antes da condenação pelo STF, o sistema de monitoramento identificou sinais de violação da tornozeleira.
Questionado sobre o episódio, o ex-presidente afirmou que havia usado um ferro de solda para tentar abrir o equipamento.
A tentativa de romper o dispositivo levou à conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva.


