TRE-BA divulga nota e esclarece informação falsa sobre atuação de mesários nas eleições
Órgão afirma que é falsa a informação de que mesários votariam no lugar de eleitores após o horário de encerramento

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia divulgou nota para esclarecer uma informação falsa que circula nas redes sociais sobre supostas irregularidades durante as eleições no estado. A alegação diz que mesários estariam votando no lugar de eleitores que não compareceram às seções após as 17h, o que foi negado pelo órgão.
De acordo com o tribunal, mesários são cidadãos convocados e treinados conforme as normas do Código Eleitoral Brasileiro, atuando sob fiscalização de partidos políticos e acompanhamento de representantes da sociedade civil, o que reduz a possibilidade de irregularidades.
O TRE-BA também esclarece que, embora a votação seja oficialmente encerrada às 17h, eleitores que já estejam na fila até esse horário têm o direito de votar, o que pode resultar em registros de votos após o limite estabelecido — sem que isso represente qualquer fraude.
Sobre o procedimento de identificação, o tribunal destaca que o eleitor precisa apresentar documento oficial com foto ou utilizar o aplicativo e-Título. Após a conferência dos dados e, quando possível, a validação biométrica, a urna é liberada para votação. Em casos em que a biometria não é reconhecida, a confirmação pode ocorrer por meio do ano de nascimento informado pelo próprio eleitor, desde que haja correspondência com o cadastro.
O órgão reforça ainda que todo o processo é registrado e auditável. Antes do início da votação, é emitida a zerésima, que comprova a ausência de votos na urna. Ao final, o Boletim de Urna reúne todos os registros, garantindo transparência e possibilidade de verificação.
Segundo o TRE-BA, não há qualquer possibilidade de mesários votarem no lugar de eleitores. O tribunal orienta a população a verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las, destacando que o combate à desinformação é essencial para a integridade do processo democrático.


