Trump diz que EUA possuem mais tropas próximas do Irã do que tinha na Venezuela
Irã adverte postura de Trump e garante revide que causaria 'arrependimento'

Foto: The White House Official/Divulgação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país possui atualmente mais tropas posicionadas nas proximidades do Irã do que já teve na Venezuela. Segundo ele, o cenário na região está em “constante mudança” e o governo iraniano demonstra interesse em “chegar a um acordo”.
Em entrevista ao site Axios, Trump disse que autoridades iranianas teriam feito diversos contatos, mas que foram advertidas por ele. “Temos uma grande armada ao lado do Irã, maior do que a da Venezuela”, declarou. Horas depois, um alto funcionário do governo norte-americano afirmou, em coletiva ao mesmo veículo, que a Casa Branca “está aberta a negociações com o Irã”.
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores iraniano divulgou um comunicado no qual advertiu os Estados Unidos após a chegada de um porta-aviões americano ao Oriente Médio. Segundo o texto, qualquer agressão será respondida “com força”, além de alertar para uma “resposta energética” que poderia gerar “arrependimento”.
O porta-voz da pasta, Esmail Baqai, afirmou que o Irã tem “confiança em suas próprias capacidades” e minimizou o impacto da presença militar norte-americana. “A chegada de um navio de guerra como esse não afetará a determinação e a seriedade do Irã”, disse.
Além da movimentação militar, a pressão sobre o país aumentou nos últimos dias após uma ONG sediada nos Estados Unidos afirmar que a repressão aos protestos deixou quase seis mil mortos e que outros “milhares” de casos ainda estão sob investigação.
As manifestações tiveram início no fim de dezembro, com protestos contra a crise econômica, e evoluíram para um movimento de maior amplitude contra o regime teocrático estabelecido desde a Revolução de 1979, com grandes atos registrados a partir de 8 de janeiro. Nesta segunda-feira (26), autoridades iranianas instalaram um painel em uma praça de Teerã exibindo a imagem de um porta-aviões destruído.
O Comando Central dos Estados Unidos, responsável pelas operações militares no Oriente Médio e em partes da Ásia Central, informou que o navio “está atualmente em missão na região para promover a segurança e a estabilidade regional”.


