Trump responde em entrevista à manifesto do atirador: 'Eu não sou pedófilo'
Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump foram retirados às pressas, na noite deste sábado (25) após barulho de tiros

Foto: Reprodução/PR/Flickr
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se exaltou em entrevista exibida neste domingo (26), pelo programa '60 Minutes', em que era questionado sobre as acusações que o atirador Cole Tomas, de 31 anos, usou para justificar a tentativa de ataque na noite de sábado (25): "Eu não sou um pedófilo".
O "manifesto" atribuído ao atirador, que incluía a frase: "Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor manche minhas mãos com seus crimes". Trump respondeu a entrevistadora da rede CBS: "Eu estava esperando você ler isso, porque eu sabia que você leria, porque vocês são pessoas horríveis, pessoas horríveis".
Trump confirmou o teor do texto, que já circulava ao longo do dia. No entanto, voltou a rejeitar as acusações: "Eu não sou estuprador. Eu não estuprei ninguém. Eu não sou um pedófilo". A entrevistadora perguntou: "O senhor acha que ele estava se referindo ao senhor?".
"Com licença. Eu não sou um pedófilo. Você leu essa porcaria de uma pessoa doente. Me associaram a coisas que não têm nada a ver comigo. Fui totalmente inocentado. Seus amigos do outro lado do campo é que estavam envolvidos com, digamos, Epstein ou outras coisas. Mas eu disse a mim mesmo, sabe, vou dar essa entrevista e eles provavelmente… eu li o manifesto, sabe, ele é uma pessoa doente", respondeu ele.
Ele ainda disse que em "seus amigos" numa tentativa de associar a jornalista ao Democratas - e estes ao caso envolvendo Jeffrey Epstein.
O "manifesto"
Ao longo do domingo (26), alguns veículos e páginas da internet passaram a divulgar o que atribuem ser uma carta escrita pelo atirador. No texto, Allen pede desculpas à família, amigos e pessoas que colocou em perigo.
"Sou cidadão americano", diz o atirador.
Além disso, teria listado possíveis alvos. Entre eles, integrantes do alto escalão da Casa Branca e, caso houvesse reação, agentes do Serviço Secreto e a equipe de segurança do hotel.
“Eu ainda passaria por cima da maioria das pessoas aqui para chegar aos alvos se fosse absolutamente necessário (com base na ideia de que a maior parte das pessoas escolheu assistir ao discurso de um pedófilo, estuprador e traidor, e portanto são cúmplices), mas eu realmente espero que não chegue a esse ponto”, disse ele.
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