TSE barra pesquisa que indica queda de Flávio Bolsonaro; diz coluna
A pesquisa divulgada em 19 de maio, do Atlas, registrou queda de seis pontos percentuais nas intenções de voto para a presidência

Foto: Reprodução/ Agência Senado
O Tribunal Superior Eleitoral interrompeu a divulgação da pesquisa do Atlas/Bloomberg, publicada no dia 19 de maio. A pesquisa revelou queda nas intenções de voto do pré-candidato e atual senador, Flávio Bolsonaro.
Segundo a coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles, a pesquisa foi divulgada após a repercussão dos prints vazados entre o senador e Daniel Vorcaro, em que Flávio pedia dinheiro para financiar o filme "Dark Horse".
A representação é de autoria do Partido Liberal (PL), atual partido do senador. No pedido, o PL solicita a suspensão do levantamento sob justificativa de que o questionário foi construído para manipular as pessoas a darem respostas que prejudicaram Flávio Bolsonaro. O partido considera que a pesquisa extrapolou o papel de verificação da opinião pública.
A decisão liminar foi proferida pelo ministro Nunes Marques, relator do caso e também presidente do TSE. O ministro considerou em sua análise que há elementos que indicam indução para a contaminação das respostas.
“Contaminam e induzem as respostas dos entrevistados, comprometendo a integridade dos resultados”, argumenta o partido.
O presidente Nunes também destacou que a concessão da liminar parcial, que é suspender a divulgação, impulsionamento e replicação das pesquisas em canais oficiais da empresa, não indica perigo, caso posteriormente se verifique a regularidade metodológica do levantamento.
“Os elementos trazidos aos autos após manifestação da representada reforçam, em juízo de cognição sumária, os indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa impugnada, inclusive no cotejo com o questionário de outras pesquisas registradas no TSE pela mesma empresa”, afirmou o ministro na decisão.
O levantamento
Na pesquisa feita pela Atlas Intel em abril, Lula e Flávio estavam tecnicamente empatados na simulação do segundo turno, com pouca vantagem para Flávio, que tinha 47,8%, e Lula, com 47,5%.
No dia 19 de maio, quando a pesquisa foi lançada, a pesquisa mostrou Lula com 48,9% e Flávio com 41,8%. Portanto, houve uma queda de seis pontos percentuais para o senador, entre um levantamento e outro.


