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União Europeia barra exportações de carne bovina do Brasil a partir de setembro

A decisão do bloco foi publicada nesta terça-feira (12)

Por Da Redação
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Atualizado
União Europeia barra exportações de carne bovina do Brasil a partir de setembro

Foto: Reprodução/ Freepik

A União Europeia excluiu o Brasil da lista de países que cumprem regras estabelecidas pelo bloco para controlar uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. A lista foi publicada nesta terça-feira (12). A medida é válida a partir de 3 de setembro deste ano. 

Segundo o bloco, o Brasil foi excluído por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na produção dos alimentos. Países como Argentina, Paraguai e Uruguai seguem autorizados.

Em entrevista à agência Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, confirmou que o Brasil não está na lista e poderá deixar "de exportar para a UE mercadorias como bovinos, equinos, aves, ovos, aquicultura, mel e invólucros".

A porta-voz afirma que o Brasil deve garantir o cumprimento dos requisitos durante todo o ciclo de vida dos animais. Eva ainda afirmou que, assim que a conformidade for confirmada, o Brasil estará autorizado a exportar para a UE.

A União Europeia é o terceiro maior destino de carne bovina brasileira em valor exportado, depois de China e Estados Unidos, segundo dados do Agrostat, sistema do Ministério Público da Agricultura.

O que são antimicrobianos?

Antimicrobianos são substâncias utilizadas para tratar e prevenir infecções em animais. Esses produtos também podem ser usados para promover o crescimento dos animais.

As substâncias proibidas são:

virginiamicina;

avoparcina;

cacitracina;

tilosina;

espiramicina;

avilamicina.

Qual é o posicionamento do setor?

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) disse que o Brasil continua "plenamente habilitado" para exportar carne bovina para o mercado externo. Ademais, a Abiec afirmou que o impedimento só ocorrerá caso "as garantias e adequações requeridas pelas autoridades europeias não sejam apresentadas até a data estabelecida".

Já a Associação Brasileira de Proteína (ABPA) disse que, com o apoio do governo, "prestará todos os esclarecimentos necessários à União Europeia".

A ABPA também destaca que o Brasil possui estruturas sanitárias e de controle produtivos complexos, com rígidos protocolos de rastreabilidade, monitoramento veterinário e uso responsável de medicamentos, em linha com referências internacionais de saúde animal e segurança dos alimentos".

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