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"Usou meu nome de forma vagabunda": Geddel reage à delação e nega envolvimento em fuga de detentos

Ex-ministro teria sido citado em delação premiada que aponta ligação de Uldurico Junior com facção

Por Da Redação
Às

Atualizado
"Usou meu nome de forma vagabunda": Geddel reage à delação e nega envolvimento em fuga de detentos

O ex-ministro da Integração Nacional do Brasil, Geddel Vieira Lima, disse ao Farol da Bahia que recebeu com "absoluta indignação" a notícia de que o seu nome teria sido mencionado na delação premiada de Joneuma Silva, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, que apontou a ligação do ex-deputado federal Uldurico Júnior (MDB) com uma facção criminosa atuante na região.

Segundo o cacique do MDB, o seu nome teria sido usado "descaradamente" e "de forma vagabunda" para tentar acobertar os crimes cometidos pelo seu correligionário. Geddel disse esperar que a justiça seja feita e que Uldurico seja condenado há "há muito tempo de cadeia".

De acordo com informações divulgadas pelo BNews, o ex-ministro teria cobrado R$ 1 milhão ao ex-deputado pela fuga de 16 detentos do presídio de Eunápolis. Geddel nega.

"Como é que a gente pode saber que está convivendo com um criminoso até o criminoso se mostrar? Usou o meu nome descaradamente, de forma vagabundada, para tentar mostrar um prestígio, para tentar acobertar os crimes que ele estava cometendo", disse Geddel.

À reportagem, o ex-ministro explicou que mantinha uma boa relação com Uldurico e que sempre o tratou com "carinho e decência", mantendo um diálogo frequente por mensagens e recepções presenciais, dada a longa trajetória da família no extremo sul da Bahia.

Entretanto, o tom de cordialidade deu lugar à revolta após as recentes polêmicas. "Sempre tratei esse menino com carinho, com decência, conversava, trocava mensagens sobre política, o
recebia, o pai dele foi meu colega, deputado, o tio dele foi meu colega, também deputado, o primo foi prefeito do Posto Seguro, o outro tio é prefeito de Medeiros Neto, uma família conhecida no
extremo sul da Bahia. Eu lá podia saber que esse sujeito era isso, era capaz disso", pontuou Geddel.

"Agora começa a surgir que ele é dependente químico, irresponsável, louco. Lamento profundamente e recebo com absoluta indignação essa molecagem", completou.

Quanto à Joneuma, o ex-ministro negou qualquer tipo de relação. "Nunca vi essa senhora, não sei quem é, nunca cumprimentei, nunca vi, nem pessoalmente e nem cruzando a rua", afirmou.

Uldurico foi preso nesta quinta (16), alvo de operação da polícia que investiga a fuga de detentos do presídio de Eunápolis em 2024. Joneuma, que era ex-diretora do conjunto, é acusada de ter facilitado a fuga.

O ex-deputado também é acusado de participar de um esquema de negociação de votos de detentos. Segundo investigações, eram negociados votos de cativos e seus familiares, recompensados com R$ 100 cada.

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