Veja o que se sabe sobre furto de vírus na Unicamp

Principais suspeitos são a professora Soledad Palameta Miller e seu esposo Michael Edward Miller

Por Da Redação
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Veja o que se sabe sobre furto de vírus na Unicamp

Foto: Thomaz Marostegan / Unicamp

O caso de furto de material biológico na Unicamp tem ganhado forte repercussão. O material foi subtraído do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada, do Instituto de Biologia, com nível 3 de biossegurança, o mais alto de todos. 

A principal suspeita, a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos, foi presa em flagrante na última segunda (23), mas foi liberada no dia seguinte à prisão. Além dela, seu esposo Michael Edward Miller, veterinário e doutorando na instituição, também é suspeito de ter participado do crime.  

Os itens furtados não chegaram a sair do campus da universidade. Segundo o Fantástico, da TV Globo, pelo menos 24 cepas de vírus diferentes foram transportados de um laboratório para dois outros. Os vírus subtraídos incluem dengue, Chikungunya, herpes, zika, Epstein-Barr, coronavírus humano, outros menos conhecidos, e também 13 outros tipos de vírus que afetam animais.

As investigações começaram no dia 13 de fevereiro, quando uma pesquisadora notou o sumiço de caixas com amostras de vírus. Nos dias 24 e 25 de fevereiro, Michael foi visto entrando e saindo do laboratório em horários incomuns, transportando objetos. No mesmo período, a ausência das amostras também foi notada por outra cientista.

No dia 3 de março, o caso chegou à diretoria do Instituto de Biologia, e encaminhado à reitoria da universidade dez dias depois. A Unicamp acionou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)  e a Polícia Federal, considerando que o caso envolve biossegurança.

Imagens analisadas pela polícia indicam que o casal frequentava o laboratório desde novembro, inclusive em momentos em que não havia outras pessoas no local.

A PF realizou buscas na casa dos suspeitos no dia 21 de março, mas nada foi encontrado no local. Parte do material foi encontrado num biofreezer da Faculdade de Engenharia de Alimentos, onde Soledad leciona. Ela é professora da instituição desde 2025.

Os dois devem responder por furto qualificado e fraude processual. A Polícia Federal investiga o crime junto à Unicamp.

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