Vendas de carros caem 10,3% mas produção inicia recuperação, diz Anfavea

Veja os números que apontam recuperação das vendas somente no médio prazo

Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – Anfavea, foram vendidos 155,1 mil carros em setembro o que representa queda de 10,3% em relação a agosto, que teve 172,8 mil veículos emplacados.

O declínio é de 24,3% quando comparado com o mesmo período do ano passado, que teve 207,7 mil unidades licenciadas. Já no mês passado foram produzidos 173,3 mil automóveis, o que gerou alta de 5,6%, ante agosto, que teve 164 mil unidades fabricadas. Veja os dados de setembro.

Em relação ao acumulado do ano, ou seja, entre janeiro e setembro foram vendidos 1,57 milhão, o que representa alta de 14,8% contra 2020, que teve 1,3 milhão de unidades comercializadas. Já as linhas de montagem produziram 1,64 milhão de veículos, o que gerou alta de 24% ante o mesmo período do ano passado, quando saíram das fábricas 1,33 milhão de unidades.

Os números das exportações também não foram bons, uma vez que saíram do país 23,6 mil carros em setembro, o que apresenta queda de 22,5% contra setembro do ano passado, quando 30,5 mil carros foram exportados do país. Se comparar com agosto deste ano, que teve 29,4 mil automóveis levados para fora do país, a queda é de 19,7%. Já no acumulado do ano deixaram o Brasil 277 mil carros entre janeiro e setembro, o que apresenta alta 33,8%, contra o mesmo período do ano passado, quando foram exportados 207 mil veículos. Os empregos criados pelas fabricantes de veículos automotores se manteve estável com 103 mil postos de trabalho.

De acordo com a associação, foram vendidos 24.153 mil carros híbridos e 1.423 veículos elétricos no país, o que gera um total de 22.730 veículos híbridos e eletrificados. Esses números são referentes ao acumulado do ano, que teve alta de 1,6% contra o mesmo período de 2020, quando foram vendidas 19.745 unidades.

Além disso, a entidade preferiu mostrar duas possibilidades de previsão de vendas e, também, de produção. Segundo a associação, em um cenário mais conservador devem ser produzidas 160 mil unidades mensais até o final deste ano, o que representará 2,1 milhões de veículos produzidos, o que deve gerar crescimento de 6%. Já em um cenário mais ousado, em que saíam das linhas de montagem 190 mil carros por mês, a fabricação de automóveis deve fechar com 2,2 milhões, o que pode gerar uma alta de 10%.

Com isso, os emplacamentos também passam a ter duas previsões. A primeira mais conservadora deve fechar o ano com 2 milhões de licenciamentos, o que pode representar queda de 1%. Em outro cenário, esse número pode ser de 2,1 milhões de automóveis vendidos, o que representa alta de 3%.


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