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Vice de Marçal é réu por associação criminosa e ligação com PCC, aponta coluna

Candidato à vice-Presidência da República teria utilizado ligação com PCC para assumir presidência do PRTB

Por Da Redação
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Vice de Marçal é réu por associação criminosa e ligação com PCC, aponta coluna

Foto: Reprodução/Partido Renovador Trabalhista Brasileiro

O presidente do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) e candidato à vice-Presidência da República na chapa de Pablo Marçal, Leonardo "Avalanche", é réu na Justiça de São Paulo, acusado de crimes como associação criminosa, ameaças e manipulação de sistema público de informações. As informações são do jornalista Demétrio Vecchioli, do portal Metrópoles.

O processo foi acolhido em março e corre em segredo de Justiça por partir de denúncia de violência política contra mulher, pelo que ele também é réu. Avalanche ainda é alvo de ao menos outros cinco inquéritos na Polícia Federal, por crimes relacionados.

Avalanche, inclusive, é alvo de duas medidas protetivas e está proibido de chegar a menos de 500m e de se comunicar com vítimas. Uma testemunha que trabalhava com ele segue sob proteção da Polícia Federal, após ter presenciado diversos crimes, como o encaminhamento da vice-presidente do partido, Rachel de Carvalho, ao tribunal do PCC, para que fosse obrigada a renunciar.

Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), Rachel teria sido ameaçada e pressionada no escritório de Joaquim Pereira de Paulo Neto, advogado de Avalanche, após ter o diretório paulista comandado por ela dissolvido, e foi submetida a uma espécie de "tribunal do crime" na presença de membros declarados do Primeiro Comando da Capital (PCC), onde todos os celulares foram tomados.

A coluna ainda aponta que Patrícia Reitter, consultora jurídica do PRTB, é sócia de Joaquim, e teria declarado ser integrante do PCC além de que a organização criminosa estaria no controle do partido. As investigações indicam que Patrícia teria feito Rachel assinar digitalmente a renúncia de forma involuntária.

A denúncia do MPE aponta que, em determinada ocasião, no dia 12 de março de 2024, em um restaurante em São Paulo, Leonardo havia dito a Rachel que, se ela recebesse ligação dizendo “pega tua vara e vai pescar”, ela deveria se despedir de seus familiares, pois seria morta.

A estratégia de Avalanche seria controlar o PRTB para lançar Pablo Marçal como candidato a prefeito pelo partido e, segundo novamente o MPE, cobrar propina para entregar a presidência de diretórios municipais a políticos de todo o país.

As investigações ainda indicam que, na primeira semana em que assumiu a presidência do PRTB, Avalanche passou a coagir membros do diretório a renunciar. Ele também é denunciado por chantagear alguns membros eleitos que estiveram em Brasília para participar da votação ao ameaçar compartilhar fotos de uma "festinha" que ele havia promovido.

As ameaças a Rachel, inclusive, surgiram nesse contexto, com o intuito de deixar o partido exclusivamente sob responsabilidade dele e do lobista Amauri Malaquias, condenado por exploração de prestígio.

Avalanche é apontado como responsável por uma fraude, ocorrida entre 15 e 23 de abril de 2024. Na ocasião, 77 pessoas que estavam filiadas ao PRTB foram filiadas ao Mobiliza. Diante da filiação involuntária, as vítimas da fraude foram impedidas de participar de convenção em julho de 2024 que consolidou o poder no PRTB nas mãos exclusivamente do grupo de Avalanche e Amauri.

A denúncia do MPE ainda destaca o nome de Avalanche como "mentor intelectual e principal beneficiário de toda a empreitada criminosa”, ao pontuar que ele “orquestrou a fraude na eleição interna do PRTB em fevereiro de 2024, aliciando terceiros para recrutar falsos votantes munidos de documentos públicos falsificados”.

Candidato a Prefeitura de São Paulo à época, Pablo Marçal chegou a defender Avalanche diante das primeiras denúncias.

“Sobre o Leonardo [Avalanche], não foi instaurado nenhum procedimento [contra ele], a não ser uma notícia. E, se for, e houver alguma ligação, espero que pague. Caso contrário, peço que todos aqueles que se levantaram contra ele também deem espaço na mídia para mostrar verdadeiramente quem ele é”, disse Marçal em setembro de 2024.

Até o momento, a defesa de Avalanche não se pronunciou sobre as denúncias.

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