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Vídeo: "Acho que é o mínimo que se espera da Justiça", afirma Erika Hilton sobre condenação de Campopiano

Em Salvador, deputada federal comentou pedido do Ministério Público para que parlamentar pague R$ 100 mil e participe de curso contra discriminação

Por Da Redação
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Atualizado
Vídeo: "Acho que é o mínimo que se espera da Justiça", afirma Erika Hilton sobre condenação de Campopiano

Foto: Farol da Bahia

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou, nesta quarta-feira (21), que a imunidade parlamentar não pode ser utilizada para proteger políticos da responsabilização por crimes. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa na sede do PT Bahia, no Rio Vermelho, em Salvador, ao comentar a ação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL), por uma publicação transfóbica.

“Acho que é o mínimo que se espera do sistema de Justiça diante de crimes praticados”, afirmou Hilton, ao comentar a iniciativa do Ministério Público.

A parlamentar ressaltou que Campopiano ainda não foi diplomada nem tomou posse como deputada estadual. Segundo ela, mesmo após assumir o mandato, a imunidade parlamentar não pode servir de justificativa para manifestações criminosas.

“A imunidade parlamentar não pode ser um escudo para que parlamentares pratiquem crimes contra quem quer que seja.”, declarou.

A deputada também destacou a importância do pedido do Ministério Público para que Campopiano participe de um curso sobre inclusão social e combate à discriminação, além do pagamento de indenização.

Para Hilton, a medida tem caráter educativo e pode contribuir para combater manifestações de ódio, inclusive nas redes sociais.

“É uma decisão muito importante para que fique como um recado, para que todas as pessoas que acharem que poderão cometer algum tipo de crime, seja racial, seja transfóbico, seja de qualquer natureza, entendam que elas precisarão responder pelas suas atitudes”, disse.

A parlamentar também alertou que discursos discriminatórios não atingem apenas os grupos diretamente atacados.

“O ódio contra minorias sociais nunca termina só nas minorias sociais. O alvo de ódio dessa gente é imenso e ataca cotidianamente muitas pessoas”, afirmou.

As declarações foram dadas durante a passagem de Erika Hilton por Salvador para participar do Samba da Democracia, evento político e cultural realizado na sede estadual do PT, em apoio à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entenda o caso

O Ministério Público de São Paulo apresentou, na terça-feira (20), uma ação civil pública contra Eduarda Campopiano, vereadora de Praia Grande e deputada estadual eleita pelo PL, após uma publicação direcionada a Erika Hilton na rede social X.

Na postagem, feita em 5 de outubro, após o primeiro turno das eleições, Campopiano se referiu à deputada federal, que é uma mulher trans, como “homem biológico”, ao comentar o resultado das urnas.

O episódio foi levado ao Ministério Público pela deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL). Para a Promotoria, a publicação ultrapassou os limites da liberdade de expressão e da crítica política, caracterizando uma manifestação discriminatória contra a identidade de gênero de Hilton.

Na ação, o MP-SP pede que Campopiano seja condenada ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos e sociais. O órgão também solicita retratação pública, proibição de novas manifestações transfóbicas e participação em um curso sobre inclusão social e combate à discriminação.

O processo ainda será analisado pela Justiça. 

Veja o vídeo:

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