Vídeo: Alckmin diz que ajuste fiscal deve ser feito em cima dos supersalários e não dos aposentados e pensionistas
A declaração foi feita em Salvador, onde participou de um encontro com os empresários baianos

Foto: Iarla Queiroz/Farol da Bahia
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), rebateu a proposta de governo da oposição e defendeu que o ajuste fiscal seja feito em cima dos supersalários e não dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A declaração foi feita em Salvador, onde participou de um encontro com os empresários baianos.
"Ajuste fiscal nós defendemos. Agora, não é possível você fazer um ajuste fiscal em cima, por exemplo, do aposentado. 70% dos aposentados e pensionistas do INSS ganham um salário mínimo, R$ 1.621. Às vezes não tem casa própria, tem problema de doença, pessoa idosa e você quer tirar dele R$ 40? Não", afirmou em entrevista à imprensa.
Alckmin concordou que um ajuste fiscal deve ser feito, mas ponderou que os cortes devem ser realizados em cima dos supersalários de R$ 400 mil. O vice-presidente também sinalizou que há um despreparo administrativo da oposição.
"Nós vamos fazer ajuste fiscal em cima dos supersalários, dos privilégios de R$ 300 mil, de R$ 400 mil, de desperdício. O presidente Lula tem experiência comprovada. Eu costumo dizer que o Brasil às vezes paga a bolsa de estudos mais cara do mundo, porque coloca em posições de altíssima relevância e responsabilidade pessoas totalmente sem experiência. E o resultado é desastroso. A relação dívida/PIB se melhora fazendo a economia e o emprego crescerem, nunca jogando o país na recessão para a classe média e os mais pobres pagarem a conta”, disse.
Para Alckmin, o país precisa fazer a economia, o Produto Interno Bruto (PIB) e o emprego crescer, além de segurar as despesas, para melhorar a dívida pública com o PIB, e não retroceder os números. "Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, a economia crescer e segurar despesa. Aí você melhora a relação dívida [pública] e PIB. Agora, não levar o país à recessão, ao desemprego e a população da classe média e de renda mais baixa pagar conta", concluiu.
Veja a declaração


