Vídeo: Bruno Reis ameaça imprensa ao ser questionado sobre relatório da PF que aponta ACM Neto como líder de organização criminosa: ‘Serão todos processados’
Prefeito de Salvador contestou veracidade de informações apresentadas em relatório da Polícia Federal

Foto: Farol da Bahia
O prefeito de Salvador Bruno Reis (União Brasil) negou a veracidade de informações apresentadas em relatório da Polícia Federal (PF) que aponta o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), como líder de uma organização criminosa com atuação em Minas Gerais.
Bruno Reis atendeu a imprensa, nesta quinta-feira (1°), durante entrega da Escola Municipal Joselita Alves Capinam, no bairro da Calabetão, em Salvador. Na ocasião, o gestor municipal ameaçou veículos de imprensa ao informar que aqueles que veicularem a informação presente no relatório da PF 'vão ser processados'.
"Fake News em véspera de eleição. Vazamentos que quem está fazendo será processado, inclusive vocês [veículos de imprensa] se continuarem dando essas matérias, pois não há nenhum fundamento legal [...] Quem publicou essas matérias, que não possui dados concretos, serão todos processados", disparou o prefeito ao ser questionado sobre o documento.
O Farol da Bahia interrogou o prefeito sobre pedidos feitos pela Polícia Federal no ano passado que solicitava busca e apreensão e o afastamento do cargo contra ele. As informações foram divulgadas pelo portal UOL, que mostrou que o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido das autoridades ao considerar que não existiam elementos suficientes para o afastamento do prefeito.
O gestor municipal rebateu o questionamento do Farol da Bahia ao afirmar que os portais que veicularem a informação também serão processados.
"Também será processado, pois isso não existe! Onde você viu isso? [...] Vamos trabalhar com informação concreta, gente. Quando tiverem dados oficiais vocês publicam", afirmou o prefeito.
O que diz ACM Neto?
Em manifestação anterior, ACM Neto negou envolvimento nas suspeitas e afirmou que a divulgação das informações teria motivação eleitoral.
“Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas”, declarou.
O candidato também afirmou que a proximidade do primeiro turno reforçaria, em sua avaliação, uma tentativa de influenciar a disputa na Bahia.
Sobre a negativa do pedido de busca, Neto disse que a decisão demonstraria a “completa e total inconsistência” das suspeitas.
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