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Vídeo: conselheiro desafia colega a autorizar quebra de sigilos fiscais e telefônicos contra corrupção na Educação do Amazonas

Discussão entre conselheiros ocorreu durante sessão plenária no TCE-AM nessa segunda-feira (9)

Por Da Redação
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Atualizado
Vídeo: conselheiro desafia colega a autorizar quebra de sigilos fiscais e telefônicos contra corrupção na Educação do Amazonas

Foto: Divulgação TCE-AM

Uma discussão entre os conselheiros Ari Moutinho Júnior e Luís Fabian Barbosa marcou a sessão plenária do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) dessa segunda-feira (9), após Fabian comentar sobre o Programa de Apoio à Melhoria da Qualidade da Educação no Amazonas, coordenado por ele. 

Durante a apresentação, o conselheiro afirmou que o programa contou com a participação de 53 municípios, mas que nove não enviaram representantes. Fabian anunciou ainda que as cidades que não participaram do evento seriam advertidos pelo órgão. 

Na sequência, Ari Moutinho reagiu contrário a Fabian e elogiou os nove municípios por não participarem da cerimônia. Ele também criticou a política educacional do Amazonas e direcionou à gestão da Secretaria de Educação no período em que Luís Fabian Barbosa esteve à frente da pasta, durante o governo Wilson Lima.

“Eu gostaria de parabenizar os nove municípios que não vieram aqui, que tiveram a coragem de não embarcar nessa verdadeira desfaçatez que é a educação do Estado do Amazonas”, afirmou. Em seguida, declarou que “tinha que ter pelo menos os três últimos secretários da Seduc [Secretaria de Educação do Amazonas] presos”, disse.

Moutinho defendeu investigações com participação da Polícia Federal e apontou corrupções envolvendo a pasta da educação.  “A Seduc, todos sabem que tem uma mão invisível que lá trabalha, que lá paira, que tem relações de parentesco, relações promíscuas com fornecedores”, disse. Ainda segundo ele, “nós temos uma educação assaltada diariamente” e seria necessário “pegar esses assaltantes do dinheiro público”.

“Que canalhice o estado do Amazonas, um estado rico e próspero, estar no último lugar na avaliação da educação do Brasil. Com que moral? Vamos perguntar quem pegou os contratos e dispensou licitação na Seduc”, pontuou. 

Ao dirigir as críticas a Fabian, que foi titular da pasta, Moutinho Júnior afirmou que o conselheiro era uma "vergonha para o estado" e o desafiou a autorizar que seus sigilos fiscais e telefônicos fossem quebrados. “Vossa excelência está desafiado por mim a quebrar seu sigilo fiscal, telefônico, as suas viagens. Eu começo quebrando o meu”, disse. 

Em resposta, o conselheiro Luís Fabian que não perderia o tempo “respondendo a impropérios, até porque as autoridades constituídas estão aí para isso”.

Veja o momento da discussão 

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