Vídeo: Ex-prefeita de Lauro de Freitas denuncia que Hospital Jorge Novis está há mais de um ano em reforma
Em vídeo nas redes sociais, Moema Gramacho entrevista moradores da região, que reclamam da demora na reforma

Foto: Reprodução/Instagram/@moemagramachooficial
A ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), publicou um vídeo na segunda-feira (16) no qual denuncia que o Hospital Jorge Novis, localizado no bairro de Itinga, segue sem atividades desde que foi fechado para reforma, em 2025.
Na publicação, Moema ressalta que reformou a unidade de saúde durante o seu terceiro mandato, em 2017. "Eu reformei completamente o Jorge Novis. Além de reformar os dois centros cirúrgicos, nós implantamos aí um laboratório que atendia não apenas as necessidades internas do hospital, mas também atendia a população", afirmou.
"Além disso, nós implantamos a clínica da dor, para as pessoas com fibromialgia, que eram mais de pessoas atendidas com fibromialgia. Tudo fechado. Segundo eles, para reforma, mas tem mais de um ano que a reforma não começou", complementou.
No vídeo, a ex-gestora também entrevista moradores da região. "A gente está descoberta, a gente não tem onde fazer um exame, ela está prejudicando o povo que votou nela", afirma uma entrevistada sobre a atual prefeita de Lauro de Freitas, Débora Régis (União Brasil).
Ao Farol da Bahia, a Prefeitura de Lauro de Freitas informou que, em 2025, a Secretaria Municipal de Saúde (SESA) identificou que o Hospital Professor Jorge Novis não realizava cirurgias eletivas, nem outros procedimentos de caráter hospitalar. Além disso, a gestão detectou uma estrutura precária, com infiltrações e necessidade de intervenções prediais.
"A última cirurgia realizada no Hospital Jorge Novis, registrada nos sistemas oficiais de informação, datava de março de 2020, não havendo funcionamento do centro cirúrgico entrado em operação desde então", disse em nota.
A gestão também informou que todos os serviços ambulatoriais encontrados na unidade em janeiro de 2025 foram transferidos para o ambulatório do Complexo de Saúde, no bairro de Itinga, sem que a população fosse prejudicada.
Segundo a prefeitura, o início da obra estava marcado para abril de 2025, no entanto, devido à identificação de problemas estruturais, elétricos e hidráulicos, a empresa contratada desistiu da obra, alegando "alta complexidade".
"Foram constatadas, por exemplo, uma rede elétrica incompatível com o funcionamento integral de serviços cirúrgicos, além de um sistema de gases medicinais que necessita de substituição completa, devido à vida útil excedida e ao histórico de falhas, o que representa risco à segurança dos pacientes. O estado físico identificado é incompatível com a realização de uma manutenção estrutural recente", diz a nota.
A gestão não deu um prazo definitivo para o fim das obras, mas afirmou que os serviços do Hospital Jorge Novis serão retomados após a conclusão.
Leia a nota na íntegra:
A Prefeitura de Lauro de Freitas informa que desde o início de 2025, a Secretaria Municipal de Saúde (SESA) identificou que o Hospital Professor Jorge Novis não realizava cirurgias eletivas, tampouco outros procedimentos de caráter hospitalar, limitando-se a atendimentos ambulatoriais em uma estrutura precária, com infiltrações e necessidade de intervenções prediais.
A última cirurgia realizada no Hospital Jorge Novis, registrada nos sistemas oficiais de informação, datava de março de 2020, não havendo funcionamento do centro cirúrgico entrado em operação desde então.
Todos os serviços ambulatoriais encontrados na unidade em janeiro de 2025, como ultrassonografias, radiografias e a clínica da dor, foram integralmente transferidos para o ambulatório do Complexo de Saúde, no bairro de Itinga, sem prejuízo ou redução na oferta dos serviços.
A transferência foi planejada para permitir, de forma temporária, a realização de intervenções prediais de requalificação no hospital, considerando o avançado estado de degradação da estrutura.
A ordem de serviço para a reforma foi emitida em abril de 2025. No entanto, após o início das intervenções e a identificação de problemas estruturais, elétricos e hidráulicos, a empresa contratada pela Secretaria de Saúde declinou da execução da obra, alegando a alta complexidade dos serviços necessários.
Foram constatadas, por exemplo, uma rede elétrica incompatível com o funcionamento integral de serviços cirúrgicos, além de um sistema de gases medicinais que necessita de substituição completa, devido à vida útil excedida e ao histórico de falhas, o que representa risco à segurança dos pacientes. O estado físico identificado é incompatível com a realização de uma manutenção estrutural recente.
Diante da complexidade da intervenção, a Secretaria de Saúde identificou a necessidade de realização de um novo procedimento licitatório específico para a obra, que já se encontra em tramitação.
A reabertura do Hospital Jorge Novis, com perfil efetivamente hospitalar, está condicionada à conclusão das obras e adequações físicas previstas no projeto de requalificação, à emissão dos laudos técnicos e licenças exigidos pelos órgãos competentes, bem como à comprovação de conformidade com as normas sanitárias e de segurança do paciente vigentes.
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