Vídeo: Flávio Bolsonaro acusa Jorge Messias de evitar temas sensíveis e diz que votação pode surpreender
Durante sabatina na CCJ,nesta quarta-feira (29), senador criticou atuação da AGU em casos ligados ao INSS

Foto: Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (29), que Jorge Messias evitou responder de forma direta a temas considerados sensíveis durante a sessão e que o resultado da votação pode surpreender. A declaração foi feita durante a sabatina do advogado-geral da União na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Segundo o pré-candidato à Presidência, Jorge Messias adotou uma postura “macia”. Entre os pontos questionados pelo senador está a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) em ações relacionadas a entidades investigadas por supostas irregularidades envolvendo aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Porque ele não pediu o bloqueio de bens de algumas entidades que roubaram os aposentados do INSS. Ele fala que a AGU entrou com ação, mas entrou bem depois. Ele inicialmente, o que tudo indica, tentou proteger aquelas entidades, em especial a que tinha como vice-presidente, na sua diretoria, o irmão do Lula”, disse.
Outro ponto levantado pelo senador durante a sabatina foi a atuação de Messias em relação aos atos do dia 8 de janeiro. Para o senador, o sabatinado participou de iniciativas e manifestações públicas que, segundo sua avaliação, trataram os envolvidos nos episódios como criminosos.
“Ele foi uma pessoa ali que participou ativamente, deu várias entrevistas e tomou várias medidas, no sentido de tratar essas pessoas, que do meu ponto de vista, são inocentes, como se fossem bandidos, perigosos, golpistas, que não são. E ele reafirmou a posição dele ali”.
Flávio Bolsonaro também avaliou que o resultado da votação no plenário pode reservar surpresas, já que a escolha ocorre por voto secreto. Segundo ele, parte dos senadores pode levar em consideração discussões recentes sobre a relação entre Judiciário e Legislativo.
“Vários parlamentares falam para a gente uma coisa, podem falar outra coisa para o lado de lá, mas assim, eu acho que o plenário ali vai pode ter uma surpresa assim na hora de abrir o painel, porque não só pela função da pessoa do Messias, mas pelo contexto que tá acontecendo, pelo avanço excessivo com o que o Supremo promoveu sobre o Senado Federal, invadindo prerrogativas parlamentares”, afirmou.
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