Vídeo: Lula diz que Brasil reagiu a pressões externas e cita investigação no setor de combustíveis
Presidente discursou na abertura do ano Judiciário no STF

Foto: REPRODUÇÃO STF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira (2), durante a sessão de abertura do ano Judiciário, no Supremo Tribunal Federal (STF), que o Brasil enfrentou pressões externas em 2025 e reagiu com base no direito internacional e no funcionamento das instituições. No discurso, o presidente também mencionou a operação Carbono Oculto, que investiga um esquema bilionário no setor de combustíveis com participação de integrantes do (PCC) Primeiro Comando da Capital.
“Em 2025, enfrentamos ataques externos à nossa soberania e nos mantivemos firmes. O Brasil respondeu com altivez, com base no direito internacional, com a força de suas instituições e sobretudo com a legitimidade conferida pelo povo. Reafirmamos que nenhuma nação se constrói sob tutela e que a democracia brasileira não se curva às pressões e intimidações de quem quer que seja”, disse.
Ao tratar do combate ao crime organizado, Lula afirmou que o governo atua em conjunto com os órgãos de controle e investigação. Ele citou a atuação do Judiciário, da Polícia Federal e da Receita Federal na apuração do esquema investigado pela operação Carbono Oculto.
“Com a operação Carbono Oculto, o Poder Judiciário, a Polícia Federal e a Receita Federal chegaram aos magnatas do crime organizado. Magnatas do andar de cima, que não estão nas comunidades, e sim em alguns dos endereços mais nobres e no exterior. A Polícia Federal está aprofundando as investigações e todos, sem distinção, pagarão pelo crime que cometeram”, afirmou.
A operação Carbono Oculto foi deflagrada pela Polícia Federal em agosto do ano passado. A investigação apura um esquema no setor de combustíveis com infiltração de integrantes do PCC. A força-tarefa contou com cerca de 1.400 agentes e cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão contra mais de 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
De acordo com a investigação, o esquema causou prejuízos a consumidores e a diferentes etapas da cadeia econômica. A estimativa é de R$ 7,6 bilhões em sonegação de tributos.
Cerca de 1.000 postos de combustíveis vinculados ao grupo investigado movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Uma fintech apontada como banco paralelo da organização movimentou R$ 46 bilhões não rastreáveis no mesmo período.


