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Foto: Farol da Bahia
ACM Neto perdeu de novo!
E, mais uma vez, demonstra que não aprendeu absolutamente nada com a própria derrocada.
Atribuir o mérito do opositor ao que ele chama de "baixarias" — em vez de reconhecer a competência política de Jerônimo e sua equipe — mostra que, se ele se candidatar mais cem vezes, perderá todas. Sua arrogância crônica e a mania de desmerecer quem está ao redor nunca foram e nunca serão a postura de um verdadeiro líder.
Em entrevistas recentes sobre sua primeira derrota, lá nos idos de 2022, Neto jogou a culpa nas costas de quem esteve ao seu lado e investiu nele: Ana Coelho, sua vice na época, e Cacá Leão, que substituiu o pai. Os dois foram apontados por Neto como os "motivos" da primeira derrocada. Agora em 2026, ele repete o roteiro vitimista e diz que a culpa foi do "jogo baixo", sem explicar que jogo foi esse e sem coragem de assumir que o fracasso é dele e de seu fiel escudeiro, o prefeito Bruno Reis!
Talvez Neto chame de "jogo sujo" a lembrança incômoda das reportagens sobre seu envolvimento com Daniel Vorcaro, com o "Rei do Lixo" e com a Overclean, investigada por suspeitas de direcionamento de contratos e fraudes em licitações que ultrapassam R$ 80 milhões na Secretaria Municipal de Educação (SMED) de Belo Horizonte, onde, ninguém sabe exatamente porque, foi parar Bruno Barral, amigo e ex-secretário do ex-prefeito de Salvador.
Mas a verdade é que o calo de Neto aperta muito mais quando o assunto é a gestão desastrosa de Bruno Reis na Prefeitura de Salvador. O que era para ser a grande "vitrine política" desta campanha, despencou na avaliação popular, expondo uma incompetência gerencial gritante cultivada nos últimos anos sob a metodologia da "muita festa e pouca política social". A era da política do "pão e circo", que por muito tempo mascarou os buracos da cidade, parece que chegou ao fim.
A parte da imprensa que não está aparelhada com os desmandos da prefeitura, tem feito denúncias graves sobre a atual gestão e parece que o povo soteropolitano caiu na real e agora cobra — com rigor — soluções urgentes para o que realmente importa no dia a dia. Escolas que prestem, merendas boas, professores bem remunerados, lixo recolhido, ruas não alagadas e tudo que quem vive com o mínimo precisa ser apoiado ao máximo. E que Bruno Majestade simplesmente "esqueceu" em sua segunda gestão. Não bastasse a queda de Bruno, iludido pelo peso do sobrenome Magalhães e acreditando que o dinheiro comprava absolutamente tudo, Neto achou que bastava se juntar a quem julgava poderoso para o trono cair no seu colo. Não caiu e ele se deu mal porque esqueceu o básico: o trabalho sério e a honestidade sempre se sobressaem à crença falida de que se juntar a quem tem o poder econômico resolve tudo.
E este é o mesmo homem que, tomado pela soberba em debates passados, tentou com requintes de crueldade humilhar Jerônimo Rodrigues, olhando para o atual governador com o desdém de quem se achava intocável. Não funcionou bem assim: o tempo passou, o tapete vermelho sumiu, e quem acabou tombando na poeira da empáfia foi o próprio Neto.
Este colunista poderia passar horas listando os delírios e os "talvezes" de ACM Neto em sua fracassada busca pelo governo baiano. Mas a única certeza é que, pelo discurso que adotou logo após a derrota, absolutamente nada mudou nele como pessoa. E esse "não mudar" se coroa com sua nova cartada: juntar-se agora a Flávio Bolsonaro, de quem antes mantinha distância, como se o filho do ex-presidente estivesse com sarna e a quem não queria ser atrelado para não perder o voto Lula/Neto. Essa incoerência oportunista pode ser a pá de cal definitiva em sua carreira política.
E sabe por quê? Porque a primeira e mais inegociável atitude que se espera de um governante — aquilo que separa líderes de aventureiros — é ter palavra.
E nisso, Neto segue sendo um eterno devedor.
Carvalhada 1: Ana e a Treta da prefeitura
Seguindo a máxima, "farinha pouca meu pirao primeiro", a vice prefeita Ana Paula Matos fez o genero "a surpresa" quando "alguém " de "algum veículo" sugeriu que ela deveria ser a nova candidata a prefeita em 2028...
Ficou tão fake que se colocarem a entrevista para rodar no horário das 15 horas o povo que assiste TV de tarde vai achar que é cena de alguma reprise de novela mexicana...
Carvalhada 2: Até 2028!
Estaremos lá.
Confira o vídeo abaixo


