Vídeo: Na segunda semana como deputado federal, Jorge Araújo critica empresários e defende fim da escala 6x1
Em entrevista ao Farol da Bahia, o deputado defende atuação “pelo povo”

Foto: Farol da Bahia
O deputado federal Jorge Araújo (PP-BA) iniciou a atuação na Câmara dos Deputados após a saída de João Leão (PP-BA), que assumiu secretaria na Prefeitura de Salvador. A mudança abriu espaço para que o primeiro suplente da sigla em 2022 passasse a ocupar a cadeira em Brasília.
Em entrevista ao Farol da Bahia, na segunda semana de mandato, o novo deputado afirmou que a atuação em Brasília está relacionada ao comprometimento com o eleitorado.
“Estou a fim mesmo de ir para cima e saber como é que isso aqui funciona, realmente para fazer acontecer. Não é dizer que ‘ah vou tentar’, não, tem que fazer acontecer até porque quem votou em mim me deu essa votação expressiva, sabe da responsabilidade, mas sabe também por outro lado que eu estou aqui para trabalhar e para fazer o bem”, disse.
O Partido Progressistas faz parte da a maior federação da Câmara dos Deputados, a União Progressistas. Questionado sobre a relação com a federação partidária e a orientação de votos, Araújo afirmou que pretende conciliar posição partidária e atuação individual. E preferiu não se definir em espectros ideológicos.
“A política teve uma mudança que na minha época de criança, de adolescência, a gente não debatia muito isso. Essa questão de direita, de esquerda, de centro. Essa coisa ela começou de um tempo para cá, né? E aí as pessoas se identificam. "E você, Jorge? Você é o quê? Você é direita? Você é esquerda? Você é o quê?" Eu sou o povo. A gente tem votações polêmicas aí que as pessoas vão perceber e entender como é que eu vou votar, como é que eu vou me comportar. Eu respeito a minha bancada, respeito o meu partido, mas eu tô aqui pelo povo” afirmou.
Escala 6x1
Jorge chega na Câmara com uma pauta em ebulição: o fim da escala 6x1. O deputado declarou ser favorável a redução da escala de trabalho, citou experiências internacionais como referência. Para Jorge, parte do setor empresarial não valoriza adequadamente seus funcionários e defendeu que haja diferenciação salarial baseada em desempenho e criticou o argumento contrário a medida citado a carga tributária elevada.
“O empresário muito fala que está pagando uma taxa alta de imposto está no não sei o quê, mas ele também ele fatura, ele fatura bem. Ele sabe disso, porque se ele não faturasse, ele não estaria com a empresa aberta, ele fecharia a empresa e acabou. [...] É tanta coisa pra gente debater a respeito disso, mas uns falam nessa questão do desemprego que pode aumentar, eu entendo que não, acho que isso vai facilitar e muito, vai ajudar, vai auxiliar. Acho que a hora é essa, sabe, de você ter o entendimento entre quem tá ali pra empregar e o funcionário, que tá ali doido pra trabalhar, mas que também quer ser valorizado porque ninguém aguenta”.
Eleição Bahia
Na política baiana, Araújo declarou alinhamento com o grupo de oposição liderado por ACM Neto (União Brasil) e citou a composição da chapa estadual como elemento de análise eleitoral. E criticou a oposição petista.
“Do outro lado, eles ficaram remando, remando, remando, remando, remando, chamam aqui, chamam outro ali, chamam outro acolá e aí parece que ninguém aceitou e tiveram que escolher o Geraldo Júnior que permanece nessa chapa”, falou.
“Então há desequilíbrio quando você analisa e pensa: "Poxa, por que que não se escolheu a mesma chapa? Você vê que o Rui não fala mesma língua do Wagner. O Wagner não fala a mesma língua do Gerônimo, mas enfim, a gente não tá preocupado com eles, tá preocupado com o povo. Essa eleição ela vai dar liga, essa eleição vai vencer quem menos errar. E com certeza absoluta, é pelo sentimento do povo. A gente roda interior, roda capital, a gente entende que dessa vez com certeza o Neto vai levar”, concluiu.
Confira no vídeo abaixo:


