Vídeo: Número 2 da PF sai em defesa de Andrei Rodrigues após afastamento: 'Não nos deixaremos abalar por ataques'
O afastamento de Andrei Rodrigues foi determinado nesta terça-feira (8) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O delegado William Marcel Murad, número dois da Polícia Federal (PF) que assume temporariamente o comando após a determinação de afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues, saiu em defesa do colega.
"Não nos deixaremos abalar por ataques, venham de onde vier. E aqui, reafirmamos e reafirmo a nossa total confiança na direção-geral, no diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues", disse Murad.
O afastamento de Andrei Rodrigues foi determinado nesta terça-feira (8) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Após a determinação, a segunda turma do STF formou maioria pela saída de Andrei Rodrigues. Além de Mendonça, votaram ainda Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. O ministro Gilmar Mendes pediu vista e vai atrasar o julgamento.
A decisão também determina a abertura de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares pela Corregedoria da Polícia Federal. As medidas ainda seriam submetidas à análise da Segunda Turma do STF, que foi convocada para uma sessão virtual extraordinária nesta terça-feira.
Relatórios de inteligência
Segundo o documento do gabinete de Mendonça, Andrei Rodrigues estaria envolvido na produção de relatórios de inteligência destinados a monitorar autoridades.
Diante disso, o ministro determinou a suspensão da produção ou do compartilhamento de relatórios de inteligência voltados à análise da atuação funcional de magistrados, integrantes da advocacia pública ou da atividade de polícia judiciária.
A decisão ocorre em meio à crise envolvendo integrantes do STF e a Polícia Federal, após a divulgação de informações sobre relatórios de inteligência da corporação relacionados a ministros da Corte.
Mendonça também determinou que a Corregedoria da PF conduza as apurações relacionadas à atuação dos dois dirigentes afastados.
A Segunda Turma do Supremo foi convocada para referendar ou não as medidas determinadas pelo ministro.
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