Vídeo: 'Principal problema do Congresso é a perda de credibilidade', avalia pré-candidato à Presidência
Aldo Rebelo também diz que não há um escândalo que os integrantes do Congresso não estejam envolvidos, citando o Banco Master e INSS

Foto: Glaucia Campos
O pré-candidato à Presidência da República, Aldo Rebelo (DC), afirmou nesta terça-feira (7), durante o encontro de líderes, no Centro Empresarial Iguatemi, que o principal problema do Congresso é a perda de credibilidade. Ele critica as emendas secretas, pois, segundo ele, "não pode usar dinheiro público, o dinheiro do orçamento, sem esclarecer o destino nem quem foi o responsável das emendas".
"Você não pode usar dinheiro público, o dinheiro do orçamento, sem esclarecer o destino nem quem foi o responsável pelas emendas. Mas o Congresso adotou esse princípio das emendas secretas, que já vem de um princípio anterior das emendas impositivas", disse ele.
Rebelo avaliou as emendas secretas como "sequestro de uma atribuição de poder executivo" e destaca que o Congresso já tem duas atribuições importantes no orçamento: votar e fiscalizar.
"É uma espécie de sequestro de uma atribuição do poder executivo, que é a execução orçamentária pelo Congresso. O Congresso já tem duas atribuições importantes no orçamento. A primeira atribuição é votar o orçamento, a segunda é fiscalizar o orçamento. E quem fiscaliza não pode executar, ou quem executa não pode fiscalizar", destacou o pré-candidato.
Para ele, como o Congresso decidiu votar, fiscalizar e executar ao mesmo tempo, tira a credibilidade e legitimidade. Rabelo ainda ressaltou que "não há um escândalo sem que os integrantes do Congresso sejam protagonistas em todos", destacando o Banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
"Mas o Congresso resolveu ao mesmo tempo votar o orçamento, fiscalizar o orçamento e executar o orçamento, que é uma anomalia que tira do Congresso credibilidade e legitimidade para as suas funções mais especiais. Além do que, não aparece um escândalo sem que integrantes do Congresso sejam protagonistas em todos eles. Desde o Banco Master, essa questão do INSS, em todo canto tem gente do Congresso metida e isso, infelizmente, diminui a autoridade do Congresso", concluiu.


