Vídeo: Rui Costa afirma que Daniel Vorcaro é "cria" do governo Bolsonaro

Segundo o petista, foi o ex-diretor do Banco Central, Campos Neto, quem autorizou o banco a ser criado

Por Deivide Sena
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Vídeo: Rui Costa afirma que Daniel Vorcaro é "cria" do governo Bolsonaro

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil | Marcello Casal Jr/Agência Brasil | Divulgação/Banco Master

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), afirmou nesta terça-feira (24), que o escândalo do Banco Master foi consequência do governo de Jair Bolsonaro (PL). Em entrevista à Record News, o petista pontuou que a compra da instituição financeira pelo empresário Daniel Vorcaro, preso por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, só foi autorizada após Roberto Campos Neto assumir a presidência do Banco Central (BC).

"Em que momento foi autorizado que o Vorcaro comprasse e virasse banqueiro? Em fevereiro de 2019, anote essa data, fevereiro de 2019, ele tem o pedido de compra do banco negado. O Banco Central disse: 'não, você não tem dinheiro, não tem lastro econômico e financeiro para virar banqueiro'. E nega em fevereiro", contou Rui Costa.

"Em outubro, depois de mudar o presidente do banco, que Campos Neto assume, e depois mudar alguns diretores, já indicado pelo governo Bolsonaro, em outubro, muda-se o parecer e autoriza ele a comprar o banco. No mesmo ano, em fevereiro, o relatório técnico diz: 'você não tem condição financeira de comprar o banco'. Fevereiro, em outubro, diz: 'está autorizando a comprar o banco'", complementou.

O ministro questiona o motivo da mudança abrupta e ressalta que, após a compra, o Master 'dobrou de tamanho' todos os anos. "O que aconteceu em poucos meses para mudar da água para o vinho? O que se autorizou que ele virasse banqueiro? De lá para cá, no governo Bolsonaro, sob a presidência de Campos Neto, ele dobrou de tamanho todo ano. Todo ano o banco dobrava. Dobrou de 2019 para 2020, 2020 para 2021, 2021 para 2022, ele foi dobrando de tamanho", pontuou.

Rui Costa então aponta Bolsonaro como o responsável por fiscalizar a gestão escolhida para o BC. "Então o centro da questão é esse, que é o grande responsável, quem é que deveria fiscalizar, tinha a obrigação de enxergar o que estava acontecendo embaixo da gestão dele. A diretoria do Banco Central e o presidente do Banco Central, que era Campos Neto, indicado por quem? Bolsonaro", afirmou.

O ministro finaliza ressaltando que o esquema envolvendo o Master só foi descoberto após o atual diretor do BC, Gabriel Galípolo, ser indicado pelo presidente Lula (PT).

"O Lula indica o Galípolo, assim que o Galípolo entra, começa a enxergar problemas no balanço e monta uma auditoria para verificar se aqueles números que estavam eram verdadeiros ou falsos. E constatou-se, após a apuração, que eram um monte de coisa falsa. Então, quem determinou a fiscalização e a liquidação do banco? Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Quem indicou Gabriel Galípolo? Lula", concluiu.

Veja no vídeo abaixo:
 

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