Vídeo: Sindiquímica critica venda de ações da Bahiagás e aponta risco de privatização
Sindicato ajuizou ação para suspender a operação autorizada pelo governo Jerônimo Rodrigues

Foto: Reprodução/Redes Sociais | Divulgação | Gov.br
O dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Química, Petroquímica, Plástica e Farmacêutica da Bahia (Sindiquímica), Alfredo Santos Junior, criticou a venda de ações da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás), e afirmou que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) está mal-informado sobre a negociação.
Em vídeo publicado no Instagram, na quinta-feira (29), o dirigente sindical criticou a medida e questionou a decisão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em apoiar uma "privatização disfarçada".
“Coloco hoje um pix de R$ 13 mil na conta desse assessor, na conta desse técnico, se ele demonstrar que ao vender as ações ordinárias, ele não perde a capacidade de gestão. Ao vender as ações da Bahia Gás, ainda que o Estado tenha 51% das ações ordinárias, perderá a capacidade de gerir o plano de investimento, perderá a capacidade de tomar as decisões estratégicas da companhia e ficará refém do ente privado”, explicou.
A manifestação ocorre após o Decreto nº 24.839, assinado por Jerônimo em 5 de outubro de 2026 e publicado no Diário Oficial do Estado no dia seguinte. O documento autoriza a venda de uma participação acionária minoritária do Estado na Bahiagás.
Segundo o governo estadual, a operação não altera o controle público da companhia, que continuará como sociedade de economia mista. A concessão para distribuição de gás canalizado, válida até 2041, também permanecerá inalterada.
O decreto justifica a operação pela necessidade de atrair investimentos privados para modernizar e ampliar a infraestrutura de distribuição de gás canalizado.
O governo sustenta que a alienação não representa perda do controle público. Já o Sindiquímica argumenta que a alteração acionária pode comprometer a autonomia do Estado nas decisões estratégicas da companhia.
Sindicato questiona controle da companhia
Em publicação nas redes sociais, Alfredo Santos Junior argumentou que a manutenção de 51% das ações ordinárias pelo Estado não garantiria autonomia nas decisões estratégicas da empresa. Segundo ele, a venda de 8,8% das ações poderia deixar o governo dependente do acionista privado para aprovar medidas relacionadas à gestão e aos investimentos.
No vídeo, o dirigente desafiou técnicos e assessores do governador a demonstrarem que a venda não comprometeria a capacidade de gestão do Estado. Alfredo ofereceu R$ 13 mil como aposta para contestar a justificativa de que a operação não representa privatização.
O Sindiquímica ajuizou uma ação civil pública para tentar suspender a venda. A entidade também defende que mudanças na composição acionária sejam precedidas de debate com trabalhadores e sociedade.
O sindicato realizou ainda uma manifestação em frente à sede da Bahiagás, em Salvador, com a participação do deputado estadual Hilton Coelho (PSOL).
Confira o vídeo:


