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Vilma Reis defende distribuição equilibrada de recursos e aproximação com comunidades

Candidata a deputada estadual pelo PT destaca trajetória junto a comunidades quilombolas, lideranças da pesca artesanal e movimentos sociais

Por Da Redação
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Atualizado
Vilma Reis defende distribuição equilibrada de recursos e aproximação com comunidades

Foto: FB Comunicações

O Podomblé recebeu Vilma Reis, candidata a deputada estadual pela Bahia nas Eleições 2026, para o especial Eleições “Preto Eleito é Nosso Direito”. Socióloga, feminista, professora e defensora dos direitos humanos, a candidata falou sobre sua trajetória política e a relação construída com diferentes comunidades ao longo de sua atuação.

Durante a entrevista, Vilma Reis defendeu uma distribuição mais equilibrada dos recursos destinados às campanhas eleitorais. Segundo ela, a medida seria necessária para ampliar a presença de candidaturas em diferentes regiões e garantir condições para atividades como deslocamento e produção de comunicação.

“Que nós somos a maioria do país, e por isso nós defendemos um sistema político que os recursos sejam distribuídos de forma equilibrada. É dessa forma que a gente consegue ir para o interior, ir para as periferias, garantir os custos de campanha. Uma campanha é algo muito caro, para você gravar, produzir a comunicação é muito caro, para você fazer o deslocamento...”

A candidata também relatou sua relação com comunidades quilombolas da Chapada Diamantina, região onde assumiu, em 2009, a função de professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Durante a campanha, afirmou ter retomado o contato com comunidades e lideranças com as quais já havia trabalhado.

“Eu estou aqui pernoitada, eu vim da Chapada Diamantina, onde lá em 2009 eu assumi como professora da Uneb, e eu voltei para os quilombos onde eu trabalhei, para as comunidades que a gente fez todo um processo de fortalecimento para conversar com as lideranças quilombolas, porque o voto da gente é um voto de consciência, é um voto politizado, é um voto posicionado.”

Vilma Reis também relacionou sua trajetória política à atuação junto a lideranças religiosas e de comunidades tradicionais. Ao falar sobre esses encontros, destacou a relação construída ao longo dos anos e a importância da ancestralidade em sua atuação.

“Quando uma ia lorixar, eu converso com ela, tomo a bênção e digo, mãe, eu sou candidata, eu estou aqui aos pés da senhora, lembrando o que Mãe Aninha nos disse, que eram meus filhos com anel de doutor aos pés de Xangô.”

A candidata ainda citou sua experiência como ouvidora-geral da Defensoria Pública da Bahia por dois mandatos e a relação estabelecida com lideranças da pesca artesanal. Para Vilma, a atuação institucional possibilitou que comunidades conhecessem a Defensoria Pública e ampliassem o acesso ao órgão.

“Quando eu estou diante de uma liderança da pesca artesanal, eu fui ouvidora-geral da Defensoria Pública da Bahia por dois mandatos. Quando essas mulheres estão na minha frente, elas sabem o que foi a vida e a luta delas, antes e depois de a gente pisar naquele espaço, porque quando a gente pisou lá, todo mundo conheceu a Defensoria.”

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