Vítimas relatam padrão de comportamento de cardiologista acusado de abusar sexualmente de pacientes cometia
Daniel Kollett se aproveitava da vulnerabilidade das vítimas e cometia os crimes dentro do consultório e de salas de exames.

Foto: Divulgação/Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
As vítimas do médico cardiologista Daniel Kollett, de 55 anos, preso preventivamente em 1º abril por abusar sexualmente de pacientes durante exames clínicos, relataram sobre a forma como ele as abordavam. As informações são da reportagem do Fantástico.
Segundo as denúncias, o médico se aproveitava da vulnerabilidade das vítimas e cometia os abusos dentro do consultório e das salas de exames. Inicialmente, ele agia de forma simpática e, em seguida, os comportamentos evoluíam para abusos.
Entre os relatos mais graves, está o de uma paciente, que afirmou que o médico a estuprou, e de uma enfermeira que trabalhou com ele, que disse que acordou durante um plantão com o médico sobre seu corpo e com as calças abaixadas.
Outra vítima, uma idosa de 75, afirmou que começou a ir acompanhada para as consultas após desconfiar do comportamento do médico. De acordo com ela, depois dessa decisão, o médico mudou sua conduta.
Ao todo, foram registradas contra o médico 42 denúncias. Ele foi indiciado por violação sexual mediante fraude, além de ser investigado por estupro e estupro de vulnerável.
O caso ainda está sendo apurado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul, o qual abriu uma sindicância. Daniel Kollett poderá ter o registro cassado, caso as denúncias forem confirmadas.


